Turismo

Voc está em: Home, Turismo, Uma viagem pelas entranhas de Porturgal

Junho de 2013

Uma viagem pelas entranhas de Porturgal

´Oh, musa do meu fado / Oh minha mãe gentil / Te deixo consternado / No primeiro de abril`

Os versos iniciais de “Fado Tropical”, de Chico Buarque, já sinalizam o lirismo e as belezas de Portugal. Os laços que ligam o nosso país àquele são fortes e incontáveis, e uma visita por lá pode acabar sendo uma jornada a terra-mãe. E para conhecer este país encantador, dois casais de Passos fizeram uma verdadeira incursão pelas terras portuguesas. A terra do fado também apresenta relíquias históricas, monumentos e gastronomia que conquistam os turistas de várias partes do mundo.

Viajar por Portugal como bem afirma o casal de dentistas, Antônio Rodrigues Pinto Júnior e Adriana Libânio da Silveira Pinto, é muito simples e o idioma em comum ajuda muito. “É uma viagem bem tranquila, mas o segredo é se programar antecipadamente. Como fizemos o passeio sem o intermédio de uma agência, estudamos o país e o roteiro cerca de seis meses antes. Alugamos um carro e andamos de trem também e conhecemos lugares maravilhosos. Tudo em Portugal é encantador, não é à toa que o país seduz turistas do mundo inteiro, a terra de fato é muito bonita”, explica Juninho e Adriana.

A viagem durou dez dias e o tempo passou rápido demais devido aos inúmeros passeios que eles realizaram por várias partes de Portugal. Eles exploraram o país literalmente de Norte a Sul. A gastronomia é um capítulo à parte como explica os médicos, João Luiz de Lima Souza e Patrícia Silva Pinto. “Além do bacalhau de Portugal que realmente é espetacular, há as sardinhas gordas, os azeites e os vinhos que são excelentes. Os doces são maravilhosos e nós experimentamos vários: Pastel de Belém (um doce antigo, passado de geração para geração), Periquita, Travesseiro, entre outros”, comenta o casal, João e Patrícia.

O roteiro do grupo incluiu Lisboa, Évora, Cintra, Cascais, Estoril, Batalha, Fátima, Mealhada, Coimbra, Serra da Estrela, Covilhan, Belmonte, Guimarães, Braga, Porto e Vale do Douro (rio). Ao todo percorreram cerca de 1.500 km de carro.

Na Serra da Estrela eles desfrutaram um queijo que segundo Juninho, é o melhor que existe. “O da suíça perde para esse queijo da Serra da Estrela. Ele é duro por fora e por dentro é cremoso como o requeijão. Muito bom mesmo! O único lugar de Portugal que neva é na Serra da Estrela e esse queijo é característico desse clima”, esclarece Juninho.

Em Fátima, o mais importante Santuário Católico de Portugal, eles sentiram a energia forte do local, como bem descreve Adriana: “Muito mística, linda mesmo! O principal centro de peregrinação da cidade é a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, consagrada em 1953. Por sua ampla praça principal chegam milhares de fiéis, muitos percorrendo o caminho final de joelhos ou prostrados. Alguns fazem vigílias noturnas, rezando o terço à luz de velas. A coisa mais bonita de se ver.”

Capela dos Ossos

Outra parada obrigatória é em Évora, na igreja de São Francisco. Lá fica situada a Capela dos Ossos, um dos monumentos mais conhecidos do país, como explica João Luiz: “As suas paredes e os oito pilares estão ‘decorados’ com ossos e caveiras humanas ligados por cimento pardo. É um monumento de arquitetura de arcarias ornamentadas com filas de caveiras. Os ossos são todos doados pela população lusitana. Além de diferente, é muito bonito.”

Capela dos Ossos, um dos monumentos mais conhecidos do país: “Os ossos são todos doados pela população lusitana. Além de diferente, é muito bonito.”
Capela dos Ossos, um dos monumentos mais conhecidos do país: “Os ossos são todos doados pela população lusitana. Além de diferente, é muito bonito.”

 

Os azulejos portugueses, grande símbolo cultural do país também agradaram em cheio os casais de Passos. Pintados cuidadosamente à mão, os azulejos de Portugal são uma das artes mais encantadoras que eles presenciaram durante o passeio. “Eles não são apenas decorativos, realmente traduzem uma cultura e expressam sentimentos, muitas vezes, até contam histórias. As peças impressionam e têm significado inevitavelmente. Incrível como apenas los nos locais já deixa tudo mais aconchegante. Andar pela cidade é a melhor maneira de conhecer os pequenos quadrados coloridos!”, explica Patrícia.

João Luiz e Juninho - Entrada da Vinícula Cartuxa (Vale do Alentejo).
João Luiz e Juninho - Entrada da Vinícula Cartuxa (Vale do Alentejo).

Em Lisboa eles observaram que os sons são do melancólico fado ao delicioso (e por vezes ininteligível) sotaque. Os aromas vêm de confeitarias e os restaurantes despertam, sem dúvida, a gula. Lisboa tem telhados vermelhos e azulejos coloridos. Becos e ruelas guardam preciosidades de um rico passado. Há templos como o Mosteiro dos Jerônimos e museus antigos como o do Carmo e o Calouste Gulbenkian. 

Já Porto não tem a luz nem as cores de Lisboa mas é uma cidade coberta de granito, quase sempre cinza. Mesmo assim, conforme os casais, apaixonante logo à primeira vista. “Essa primeira vista é a que se tem quando o carro passa por cima do Rio Douro, revelando o casario da Ribeira arrumado na suave colina. A cidade deu nome a um dos mais cobiçados vinhos do planeta, o adocicado e aromático vinho do Porto. E enriqueceu graças ao comércio da bebida”, fala João Luiz.

Júnior, Adriana, João Luiz e Patrícia ainda conheceram a Universidade de Coimbra, a Universidade mais antiga da Europa, onde conversaram com estudantes locais, ouviram o fado em vários restaurantes do país, deslumbraram-se com a altura e a imponência dos castelos portugueses, impressionaram-se com a gentileza e a hospitalidade do povo lusitano e aconselham quem ainda não conhece Portugal visitar esse país inspirador.

“Viajar a Portugal foi uma aventura e tanto. Lugar bonito, barato, povo compreensivo e clima legal. Não conhecemos ninguém que foi e não gostou. Vale a pena conferir as surpresas e as atrações que Portugal oferece”, diz o grupo de amigos.

Uma viagem pelas entranhas de Porturgal

© Copyright 2013 Foco Magazine

by Mediaplus