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Julho de 2013

Passos organiza 1ª Copa de Marcha Oficial do Cavalo Mangalarga Machador

Com a reativação do Núcleo Sudoeste de Minas dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, Passos com o apoio de criadores de toda região realiza a primeira copa ofi cial homologada pela Associação Brasileira.

Organizada em apenas dois meses, a 1ª Copa de Marcha do Cavalo Mangalarga Marchador de Passos foi um sucesso. Não foram poucos os criadores – inclusive os mais antigos – a elogiar a boa organização e estrutura do evento. Este foi um dos primeiros frutos do trabalho da nova diretoria do Núcleo Sudoeste de Minas dos Criadores e Usuários do Cavalo Mangalarga Marchador, com sede em Passos, núcleo este também conhecido como Clube do Cavalo Mangalarga Marchador.

Para presidente do Núcleo Sudoeste Mineiro, Gilberto Pimenta, o cavalo Mangalarga Marchador substitui com vantagem animais sem raça definida.
Para presidente do Núcleo Sudoeste Mineiro, Gilberto Pimenta, o cavalo Mangalarga Marchador substitui com vantagem animais sem raça definida.

Presidido hoje pelo engenheiro e professor universitário Gilberto Pimenta de Andrade, o núcleo foi criado em 1997, mas ficou desativado por algum tempo. Hoje, ele reúne cerca de 20 associados. Entretanto, segundo Gilberto, o trabalho burocrático de reativação consumiu cerca de um ano.

Mas, a copa de marcha foi só o primeiro passo. A nova diretoria já está agendando um curso do “Projeto Mangalarga Marchador para Todos” da ABCCMM para setembro – de 19 a 21 -, quando os interessados conhecerão um pouco mais sobre a raça. “Os participantes terão a oportunidade de saber como se faz um julgamento de marcha e de morfologia, a entender como é avaliado um animal na pista”, explica Gilberto.

O dirigente faz uma avaliação positiva da 1ª Copa de Marcha de Passos. Conforme ele, o mais difícil foi conseguir data. “Quem está de fora não imagina o número extraordinário de eventos que existem envolvendo o cavalo Mangalarga Marchador. Hoje, pode-se dizer, quase não há finais de semana em que não ocorram eventos em Minas ou em São Paulo, por exemplo. Isso quando não há dois ou três eventos oficiais simultâneos”, revela Gilberto. Por isso, o Núcleo já agendou com antecedência o curso da ABCCMM para setembro próximo e já está articulando, para março de 2014, a 2ª Copa de Marcha.

Camilo do Carmo Andrade Melles, do Haras Alice, de São Sebastião do Paraíso. Cria Mangalarga há sete anos.
Camilo do Carmo Andrade Melles, do Haras Alice, de São Sebastião do Paraíso. Cria Mangalarga há sete anos.

Para Gilberto, a região do Sudoeste é predominantemente agropecuária, atividade esta que trabalha muito com cavalos. No entender dele, o Mangalarga Marchador poderá substituir, com vantagem, o uso de animais sem raça definida. “Portanto, o nosso desafio, será mostrar aos produtores rurais da região a importância de se ter cavalos Mangalarga Marchador em suas propriedades, pois são muito resistentes, de boa monta e de grande comodidade, aguentando bem a lida do dia a dia”, frisa o dirigente.

Somado a isso, Gilberto ressalta outra vantagem do Mangalarga Marchador: o esporte em família. “Hoje, é comum as famílias praticarem cavalgadas. Eu mesmo faço isso. Nos finais de semana, eu, minha esposa, minha filha e minha mãe saímos a cavalo pelas estradas. Assim, além da lida diária, o cavalo serve para estreitar os laços familiares e de amizade também”, finaliza o presidente do Núcleo do Mangalarga Marchador do Sudoeste de Minas.

Paixão por animais

Camilo do Carmo Andrade Melles, do Haras Alice (o nome é uma homenagem à mãe D. Alice), disse que foi nascido e criado em fazenda, trabalhando com leite e café. “Sempre gostamos de animais”, afirma o irmão e sócio de Carlos Melles. Segundo ele, nos sete anos de existência do haras, já conseguiram fazer uma campeã nacional e conquistaram vários campeonatos de categoria com outros animais do plantel.

Jamil Rezende de Melo Junior (Juninho Carvalho) e seu filho Arthur Santos Rezende Melo, do Haras JC de Piumhi. Criador de Mangalarga há quatro anos.
Jamil Rezende de Melo Junior (Juninho Carvalho) e seu filho Arthur Santos Rezende Melo, do Haras JC de Piumhi. Criador de Mangalarga há quatro anos.

Estamos em permanente evolução, “fazendo” cavalos mais completos, analisando marcha, cômodo e beleza, priorizando a genética da raça Mangalarga Marchador. Outro ponto forte são as parcerias, o relacionamento com os amigos, as oportunidades, tudo isso é importante para você formar seu criatório. Na verdade, tenho fé que Deus nos guia sempre – nas escolhas, e nos contatos que vamos fazendo.

Ganhar uma competição é ver o resultado de um trabalho. Para este evento trouxemos 3 éguas e 1 cavalo e fizemos 2 campeões.

Essa Copa é um passo muito importante. Quero aqui parabenizar os organizadores, sei que é preciso de companheiros para realizar um evento assim. O parque de Passos é muito bom, tem conforto, estacionamento, sua pista é muito boa, além de uma localização estratégica do município, com isso, acredito que poderá ser realizada uma exposição especializada com duração de 3 dias.

Jamil Rezende de Melo Junior e seu filho Arthur Santos Rezende Melo, do Haras JC de Piumhi, criam Mangalarga há quatro anos. “Sempre fui um apaixonado pela raça. Isso é de família, de tradição. Todos nós gostamos do Mangalarga Marchador, mas dentro de nossa família fomos os primeiros a criar a raça”, diz Juninho Carvalho – como é conhecido.

Délio Naves Barbosa e sua esposa, do Haras Círculo D, de Boa Esperança. Criador há quase 40 anos.
Délio Naves Barbosa e sua esposa, do Haras Círculo D, de Boa Esperança. Criador há quase 40 anos.

Ele diz que foca mais na marcha, analisando o animal e sua genética. “Hoje, tenho 30 matrizes e três garanhões. Busco sempre investir em animais de ponta”, finaliza o criador, enaltecendo a boa estrutura do parque de exposições de Passos: “Precisa ser mais usado”, aconselha.

Qual é o segredo para criar cavalos Mangalarga Marchador? Melhoramento genético? Bom trato? Uso de tecnologia avançada? Tudo isso é relevante. Entretanto, antes de tudo é preciso gostar de cavalos, estudar para entender melhor os animais, ter paciência e persistência, já que a formação de uma tropa de qualidade exige muitos anos de trabalho.

Para um dos mais antigos criadores da região, o segredo é gostar de cavalos e acompanhar a evolução. “Tudo o que a gente faz com gosto e amor, geralmente a gente vence. Depois, é preciso entender bem o animal, estudando os cruzamentos, montando, trabalhando com trato de primeira qualidade, pastaria boa. Se fizermos isso, os animais correspondem”, diz o senhor Délio Naves Barbosa, do Haras Círculo D, de Boa Esperança.

Benedito Antônio Pinto Ferreira (Ditão), do Haras Lagoa Branca, de Piumhi. Criador há mais de 30 anos.
Benedito Antônio Pinto Ferreira (Ditão), do Haras Lagoa Branca, de Piumhi. Criador há mais de 30 anos.

Criador há quase 40 anos, o senhor Délio destaca que, nos últimos 20 anos, o Mangalarga Marchador deu um salto no país, que ninguém esperava. E isso, segundo ele, se deve em grande parte à ascensão do criador Magdi Abdel Shaat presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM). “As demandas cresceram demais: leilões, exposições, concurso de marcha, tudo muito bem organizado, como esta copa realizada em Passos, com animais de alto nível”, observa o criador.

O senhor Délio Barbosa trabalha com uma média de 120 animais/ano, vendendo, em média, 40 cabeças/ano. Chega a participar de uns 20 eventos ligados ao ramo, no Brasil. Ele e seu irmão – Dalto Naves Barbosa (Haras D2) – são criadores de animais reconhecidos até em nível internacional.

Segundo ele, cada tipo de comprador valoriza aspectos diferentes no mangalarga. “Alguns usuários querem um cavalo mais dócil, cômodo e de estilo; há compradores de animais de pista – que são cavalos mais caros -, que querem muito estilo, comodidade, beleza e que tenham uma montada diferenciada; e há, ainda, compradores que estão interessados na genética, para formação de haras”, explica.

No entendimento de Délio Barbosa, a exemplo de outras criações, algumas éguas costumam passar mais raça, “pois as fêmeas são a base”. Ele acredita que estas fêmeas passam de 60% a 70% da raça. “Embora, alguns garanhões passem muito de sua raça, mas não é qualquer cavalo que serve para garanhão”, ensina o senhor Délio.

Plínio Rodrigues Nunes, Presidente do Núcleo Mangalarga Marchador do Oeste Mineiro. Criador há mais de trinta anos em Piumhi.
Plínio Rodrigues Nunes, Presidente do Núcleo Mangalarga Marchador do Oeste Mineiro. Criador há mais de trinta anos em Piumhi.

“Olho clínico”

Poucas pessoas têm “olho clínico” para analisar o potencial de um Mangalarga Marchador. Benedito Antônio Pinto Ferreira (Ditão), do Haras Lagoa Branca, de Piumhi, é um destes especialistas. Criador desde 1981, Ditão presta assessoria a criadores de diversas partes do país, sobretudo das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. “A gente começa a orientar os criadores desde o acasalamento dos animais. Quando nasce, verificamos os acertos e os erros. A partir daí, fazemos nova avaliação visando à cobertura para o ano seguinte”, relata Ditão.

Conforme Ditão, não é todo acasalamento que resulta em boas crias. “É preciso ter critérios, o que não é muito fácil. Com critérios, a possibilidade de obtermos boas crias é maior”, diz o consultor, para quem o segredo da criação do Mangalarga Marchador é “persistência e paciência”.

Ele cita o exemplo de outro criador da região de Piumhi, Plínio Nunes, que estabeleceu um critério de apurar a raça do Mangalarga Marchador, em busca de animais de excelência. “O Plínio vem buscando um padrão já faz muitos anos. Ele pegou duas éguas e colocou com um cavalo bom, fazendo meia dúzia de éguas; colocou-as com outro cavalo bom; e fez o mesmo com as crias subsequentes”, relata Ditão.

Na opinião do consultor Ditão, dentro de quatro ou cinco anos, Plínio Nunes será um dos grandes criadores de Mangalarga Marchador do país. “Ele vem fazendo um padrão extraordinário de andamento e morfologia, o que demanda tempo e paciência. Mas, o mais importante, é fazer a base, como ele vem fazendo”, frisa.

Plínio, por sua vez, reconhece que a criação de cavalos de qualidade exige paciência e persistência. “Ninguém consegue ter um bom plantel dentro de quatro ou oito anos. É um trabalho de longo tempo”, observa o criador. Segundo ele, cada geração leva quatro anos para gerar uma nova. “O que temos de fazer é valorizar os pequenos ganhos genéticos e ter o prazer de acompanhar a evolução da tropa”, ensina Plínio Nunes.

Quanto à marcha avaliada em Copas – como a realizada em Passos –, ele e Ditão concordam que é a mesma marcha que vem sendo avaliada desde 1982: “Uma marcha de qualidade, em que são analisados aspectos como comodidade, maciez no andamento, estilo com rendimento”.

Alice Barbosa Junqueira.

“Neta de peixe...”

Durante a 1ª Copa de Marcha do Cavalo Mangalarga Marchador de Passos, uma garota de apenas 17 anos chamou a atenção de todos. Ela ganhou uma das provas montando um jovem animal do Haras D2. Trata-se de Alice Barbosa Junqueira, neta do senhor Dalto Naves Barbosa, um dos maiores criadores de Mangalarga Marchador do país.

Alice diz que hoje é a única mulher a se apresentar em copas oficiais do Mangalarga Marchador, em Minas Gerais. Ela começou cedo: aos cinco anos de idade. Disse que já perdeu a conta de quantos concursos participou e de quantos troféus conquistou desde que começou a competir. “O meu avô incentiva bastante, meu tio (Délio, do Haras Circulo D) também”, relata Alice, destacando o bom nível da 1ª Copa de Marcha de Passos.

Ela, que está concluindo o terceiro ano do ensino médio, disse que pretende ser veterinária. “Meu avô tem muita confiança em mim e nos meus irmãos, porque sabe que gostamos de cavalos e vamos dar continuidade ao trabalho iniciado por ele, há 55 anos”, conclui Alice.

César Resende de Paiva, gerente do Haras Principado.
César Resende de Paiva, gerente do Haras Principado.

Qualidades do Mangalarga Marchador

O cavalo Mangalarga Marchador é tido como dócil e resistente. Para Eduardo Barbosa Vilela, do Haras Rio Grande (Boa Esperança-MG), um bom cavalo da raça deve ter índole boa e temperamento de sela. Criador há 37 anos, Eduardo diz que o cavalo já tem o padrão da raça. “Ele já evoluiu o que precisava para manter a marcha e a morfologia”, concluiu.

Ele e seu irmão João Carlos Barbosa Vilela começaram a criar Mangalarga em 1974. A dupla – conhecida como Palito e Picolé – prima pela qualidade em vez de quantidade. Os dois sempre participam de eventos, como leilões e copas de marcha, não só exibindo animais de seus plantéis, mas também em busca de bons negócios.

O mesmo ocorre com César Resende de Paiva, gerente do Haras Principado. Ele disse que esses eventos são bons “até mesmo para um melhor aprendizado”. Olavo Mourão Junior, de Piumhi, é outro criador que vai a leilões, exposições e copas de marcha em busca de bons negócios. “Para mim, é preciso gostar de montar e saber analisar um animal. A genética é fundamental, por isso, temos de estar sempre atualizados”, ensina.

Um pouco de história do Mangalarga Marchador

Ele começou a criar cavalos Mangalarga Marchador há 42 anos. Na época, tinha apenas 15 anos de idade e contrariou um conselho de seu pai, descendente de fazendeiros acostumados a lidar com gado leiteiro. Hoje, Antônio Maia da Silveira – mais conhecido como Faxa – é conhecido nacionalmente como criador de Mangalarga Marchador. E ele se diz um apaixonado por esta raça, que surgiu no Sul de Minas e é considerada como a primeira raça brasileira.

Eduardo Barbosa Vilela, do Haras Rio Grande de Boa Esperança, MG. Criador há 37 anos.
Eduardo Barbosa Vilela, do Haras Rio Grande de Boa Esperança, MG. Criador há 37 anos.

Faxa conta que o mangalarga marchador surgiu do cruzamento de cavalos de origem Ibérica, da Península Ibérica, onde Gabriel Francisco Junqueira (Barão de Alfenas) foi presenteado com um garanhão que cruzou com éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, na região de Cruzília. Assim, surgiu uma nova origem de cavalo, de andar macio e muito resistente. Como foi comercializado para a Fazenda Mangalarga, nas proximidades da Corte Portuguesa (no Rio de Janeiro), o cavalo acabou ganhando o apelido de Mangalarga Marchador.

O criador é tão apaixonado pela raça que mantém um plantel de aproximadamente 100 animais em seu haras – o Haras do Faxa. “Alguns colegas, como o Flávio Brandão Crisóstomo, me chamam de louco por manter tantos animais. É que gosto tanto do Mangalarga Marchador, que exagero até na quantidade”, observa Faxa.

Ele e Flávio Crisóstomo são, hoje, dos mais antigos associados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), com sede em Belo Horizonte. Faxa diz, com orgulho, que nunca deixou de criar cavalos desde que se iniciou na atividade.

Olavo Mourão Junior, do Haras Resgate da Tradição, de Piumhi e sua família.
Olavo Mourão Junior, do Haras Resgate da Tradição, de Piumhi e sua família.

Início do Núcleo

Segundo ele, nas décadas de 1980 e 1990, a atividade cresceu muito no município, chegando a registrar 22 criadores. Foi nesse período que um grupo se animou e criou o Núcleo Sudoeste do Mangalarga Marchador, mais conhecido como Clube do Cavalo de Passos. Criado em 1997, sob a presidência de Marco Túlio Macedo, o núcleo chegou a fazer eventos de porte, trazendo aqui criadores de renome nacional. Entretanto, dois ou três anos depois, os ânimos foram se arrefecendo e, praticamente, apenas Faxa continuou na atividade.

“Quando me associei à ABCCMM, meu número foi 886, ou seja,a Associação tinha pouquíssimos sócios na época. Em Passos, só o Flávio Brandão Crisóstomo é filiado mais antigo que eu, com o número 571. Hoje, a Associação Brasileira possui mais de 39.000 associados. O cavalo Mangalarga Marchador gera mais empregos que a indústria automobilística”, informa o criador.

Segundo Faxa, devido às qualidades do cavalo – temperamento (docilidade), resistência, comodidade, andamento e estilo –, o animal já está sendo exportado para os Estados Unidos e para Europa. “Como o nosso Mangalarga Marchador está acostumado a lidar o dia todo nesses terrenos pedregosos e íngremes do Sul de Minas, acabou ganhando espaço em países como a Alemanha. Os cavalos de lá, criados só na cocheira, têm de descansar uma ou duas semanas depois de uma cavalgada de uns 20 quilômetros”, relata o criador.

Antônio Maia da Silveira – o Faxa – foi um dos pioneiros na criação do Mangalarga Marchador em Passos.
Antônio Maia da Silveira – o Faxa – foi um dos pioneiros na criação do Mangalarga Marchador em Passos.

Faxa se diz animado com o retorno do Núcleo Sudoeste do Mangalarga Marchador sob a presidência do engenheiro e professor universitário Gilberto Pimenta de Andrade. “Fico feliz ao ver sangue novo à frente do núcleo. E mais ainda por saber que muitos estão vindo de outras áreas da economia, como empresários, por exemplo”, diz o criador.

Conforme ele, o plantio de café e a criação de cavalos no Sul de Minas são atividades que nunca deixaram de ser exercidas pela maioria dos produtores rurais. “É a mesma coisa que acontece em Passos com o gado leiteiro. Passos nunca vai deixar de ser uma bacia leiteira, já que isso vem de geração para geração”, observa. Quanto à criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador, ele cita alguns antigos (das décadas de 1980 e 1990), como Manoel Toledo, Antônio Beraldo, Betinho Alux, José Patrocínio, Pionici Piassi e Flávio Crisóstomo.

Casado com Rosélia, Faxa tem três filhos: Gabriela, Mariana e Fábio Antônio. Todos eles são apaixonados por cavalos, sobretudo o garoto de 14 anos. Gabriela, que é psicóloga, utiliza o cavalo para a prática da equoterapia. “E os resultados são excelentes”, relata Faxa.

Faxa lamenta a destruição das 72 baias destinadas a cavalos, que existiam no parque de exposições “Adolfo Coelho Lemos”. Segundo ele, elas foram destruídas para dar lugar a baias para o gado nelore. Animado com a reativação do Núcleo Sudoeste do Mangalarga Marchador, do qual é diretor de eventos, Antônio Maia da Silveira acredita que em breve o núcleo realizará uma exposição da raça em Passos. “E vai marcar época”, conclui Faxa.

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