Turismo

Voc está em: Home, Turismo, Desbravando emoções Radicais

Agosto de 2013

Desbravando emoções Radicais

Desbravando emoções RADICAIS.

 

Quem quer praticar o turismo radical na Serra da Canastra ou nos cânions do Lago de Furnas encontra na segurança e no profissionalismo de Sanner Oliveira a coragem que falta para encarar esse desafio. Ele, que é atleta de montanha, acredita que ter uma energia positiva é essencial para quem quer praticar canionismo ou desbravar as trilhas da região.

Sanner Oliveira guia grupos que buscam o contato com a natureza por meio de atividades como o canionismo e o trekking. Atleta das montanhas, ele dissemina seu trabalho em vídeos postados no Youtube, que leva boas pitadas de bom humor. Entre no espírito de aventura no www.verticaladventures.com.br
Sanner Oliveira guia grupos que buscam o contato com a natureza por meio de atividades como o canionismo e o trekking. Atleta das montanhas, ele dissemina seu trabalho em vídeos postados no Youtube, que leva boas pitadas de bom humor. Entre no espírito de aventura no www.verticaladventures.com.br

Natural de Furnas, Sanner registra as suas aventuras em videorreportagem para um canal de TV e também para seu canal do Youtube Vertical Adventures, quando usa do bom humor para que os vídeos aproximem o público leigo à essa atmosfera técnica.

Como nasceu em Furnas, desde pequeno Sanner esteve em contato com a geografia de serras e cânions que circundam a região. A inspiração para explorar o potencial turístico através de esportes radicais veio em 1996. Ao ver uma foto do irmão, bombeiro militar, no alto de um prédio em Belo Horizonte, ele percebeu que poderia usar técnicas parecidas para desbravar locais antes inacessíveis. De lá para cá, Sanner Oliveira veio aperfeiçoando-se nas técnicas verticais que inclui o rapel e, em 2007, começou a atuar como guia. “Procuro a perfeição para meus clientes. Coloco a ancoragem prevendo melhor conforto, performance e segurança para cada um. Dá trabalho, mas é necessário para criar um sistema cada vez mais efi ciente. Há o outro lado da moeda que é a minha atuação como atleta. Meus amigos mais fiéis me acompanham sempre em situações mais técnicas, como a conquista de um novo cânion por exemplo”, contou.

Para quem assiste aos vídeos de Sanner no Youtube, praticar a aventura parece uma atividade fácil, mas não é. Muitos espectadores também sentem vontade de desenvolver esse e outros esportes radicais com o guia. “É claro que a primeira observação é como se fosse o Circo de Soleil. Nunca é tão fácil quanto parece, porém não é impossível se a pessoa tiver o mínimo de condicionamento físico e principalmente psicológico para uma atividade de aventura”, revelou. “Já fiz essas atividades para casais de namorados e para uma dupla de pai e filho. Esse último caso me emocionou devido ao companheirismo que um teve com o outro”, disse Sanner Oliveira.

Descida na queda principal do DreamCanyon com 25m.
Descida na queda principal do DreamCanyon com 25m.

 

De acordo com o atleta, a emoção de estar nas entranhas da terra é saber que a natureza está ali e que cada um é apenas um fragmento dela. E para conhecê-la por esses pontos é necessário técnica, coragem, conhecimento e respeito. “É um privilégio conquistar um cânion e saber que ninguém nunca pisou ali gera uma espécie de nutrição do ego, comum a qualquer desbravador. Porém é uma dualidade de sentimentos, porque ao mesmo tempo em que você sabe ter sido o primeiro a passar pelo local e que o título é seu, você também percebe que a natureza já estava ali há tempos e não foi você quem a construiu”, disse Sanner.

Fracionamento de um trabalho de corda de 32m, sendo 10 até esse ponto e mais 22 até o chão. O apoio para os pés é mínimo e o volume d’água extremamente forte.
Fracionamento de um trabalho de corda de 32m, sendo 10 até esse ponto e mais 22 até o chão. O apoio para os pés é mínimo e o volume d’água extremamente forte.

Mais perto de Deus

Lúcia Azevedo, 60 anos, esteticista e apaixonada por fotografia, faz parte de um grupo amante da natureza. Já fez Trekking e Canionismo (Rapel). Aficionada por esportes desde a infância, possui um vigor, alegria e força que muitos jovens não têm. “Em nosso primeiro passeio, andamos 76 km em três dias. De lá para cá não paramos mais”, revelou.

Neste primeiro passeio, quem a guiou foi Sanner Oliveira. “Ele me deu muita segurança. É um profissional de total confiança, que faz um treinamento breve e seguro antes de começar qualquer aventura. Recomendo cada vez mais aos adeptos do esporte de aventura e que queiram conhecer as belezas que Deus nos deu.” Ela conta que os lugares que marcam a memória e o coração são aqueles que aparecem de surpresa. Segundo ela, não existe um cânion igual ao outro. “É uma lista que prefiro deixar aberta, mutável, cada um com uma beleza excepcionalmente diferente. Após o passeio, sentimos que podemos enfrentar tudo que vem. O rapel testa nossa força, nosso psicológico. É um desafio”, revelou.

Conquista do Cânion BS Prime. Procedimento de grampeação de um fracionamento. Há poucos locais ideais para perfuração levando em conta 2 fatores: boa qualidade / densidade da rocha e boa linha/sentido de descida, onde se procura evitar pontos de abrasão na corda.
Conquista do Cânion BS Prime. Procedimento de grampeação de um fracionamento. Há poucos locais ideais para perfuração levando em conta 2 fatores: boa qualidade / densidade da rocha e boa linha/sentido de descida, onde se procura evitar pontos de abrasão na corda.

Neste primeiro passeio, quem a guiou foi Sanner Oliveira. “Ele me deu muita segurança. É um profissional de total confiança, que faz um treinamento breve e seguro antes de começar qualquer aventura. Recomendo cada vez mais aos adeptos do esporte de aventura e que queiram conhecer as belezas que Deus nos deu.”

Ela conta que os lugares que marcam a memória e o coração são aqueles que aparecem de surpresa. Segundo ela, não existe um cânion igual ao outro. “É uma lista que prefiro deixar aberta, mutável, cada um com uma beleza excepcionalmente diferente. Após o passeio, sentimos que podemos enfrentar tudo que vem. O rapel testa nossa força, nosso psicológico. É um desafio”, revelou.

“Durante o dia, os tons do entardecer mudam conforme o lugar onde estamos. Vemos paisagens, grafismos e cores, umas mais vibrantes, outras nem tanto. À medida que o sol se põe no horizonte, podemos perceber tanto em um galho seco no chão, quanto numa árvore florida o quanto estamos mais perto de Deus e o quanto nossa região é abençoada com essas belezas incríveis”, descreveu.

Primeira experiência de Mônica Daher com a Serra da Canastra e o começo do grupo “Sem Fronteiras”

A empresária, da cidade de Passos, Mônica Daher conta que, por incrível que pareça, a ideia de fazer o primeiro passeio surgiu quando leu uma reportagem da revista FOCO MAGAZINE sobre uma travessia feita na Serra da Canastra com um grupo de Ribeirão Preto. “Isso foi há seis anos. Defini na hora: "É isto que quero fazer! Nasceu então o grupo Sem Fronteiras (Grupo de Trekking Feminino), contou.

Mônica Daher.
Mônica Daher.

A primeira caminhada foi exatamente essa travessia, que se inicia no Claro em Delfinópolis e termina na nascente do São Francisco, parte alta da Casca D’anta, durando três dias. “Cada centímetro dessa região, que chamo de “nossa”, é única, abençoada, deslumbrante em formas, riquíssima de bençãos naturais. Sou muito grata, orgulhosa e tenho verdadeira paixão por estas caminhadas, pela prática de rapel e pelas noitadas que acontecem quando nosso grupo se encontra. Adoro caminhar, explorar cachoeiras, adoro árvores (subo em todas) e me sinto muito privilegiada por desfrutar de tudo isto”, acrescenta Mônica.

Ela se lembra da primeira travessia. “Estávamos num lugar bem alto, de onde se tinha um cenário hipnotizante, através de vales, rios, cachoeiras e montanhas; e ao contemplarmos aquela perfeição, uma companheira me olhou emocionada e gritou com os braços abertos: “Deus existe!” Então se alguém me pergunta: o que vale a pena na vida? É se sentir assim”, finaliza Mônica.

Se jogando no vazio para monitorar visualmente a descida de um cliente, na cachoeira principal do cânion de Furnas, na ocasião com 25m (varia de acordo com o nível da represa)

© Copyright 2013 Foco Magazine

by Mediaplus