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Fevereiro de 2011

O novo conflito mundial

ASSUNTO DE VESTIBULAR

O novo conflito multilateral, com vítimas e agressões em várias frentes, ameaça, de novo, a estabilidade global. Ou melhor: o que sobra dela, quando se fala de economia. O primeiro a dar nome aos bois foi o ministro Guido Mantega: “vivemos uma guerra cambial, porque o câmbio é hoje um dos fatores importantes para determinar competitividade no mercado internacional”.

“Guerra cambial” é um conjunto de medidas econômicas adotadas por governos para desvalorizar suas moedas. Os países fazem isso porque, com a moeda mais fraca, os produtos para exportação ficam mais baratos no mercado internacional, ganhando competitividade. A disputa se iniciou quando os Estados Unidos colocaram mais dólares em circulação no mercado. Somente no dia 3 de novembro, o FED, o Banco Central Americano, anunciou a “injeção” de US$ 600 bilhões nos mercados até 2011.

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É a mesma coisa, por exemplo, se um país tivesse uma safra muito grande de café numa determinada estação. Com mais café na praça, o produto seria desvalorizado, isto é, seu preço iria cair.

Com a moeda acontece o mesmo. Com mais dólares em circulação, o dinheiro americano se desvaloriza frente às outras moedas. O governo americano adotou essa medida porque precisava exportar mais para recuperar sua economia. Como nos EUA as pessoas estão desempregadas ou poupando mais do que gastando, a solução foi apelar para o mercado externo. Para isso, é preciso tornar os preços mais competitivos (principalmente em relação aos chineses). Daí as medidas para “enfraquecer” a moeda.

Desse modo, um brasileiro, com o dólar a menos de R$ 2, paga bem mais barato por um produto americano, ou seja, este se torna mais atrativo para o consumidor. A desvalorização da moeda americana prejudica as economias de outros países, tanto no mercado externo quanto no interno.
Mas o grande vilão da história, dizem os especialistas, é a China. O país desvalorizou primeiro sua moeda, o yuan, por meio do câmbio fixo. Câmbio fixo significa que a cotação da moeda local é controlada pelo Estado. Ou seja, é o governo que determina o quanto vale o dinheiro em relação ao dólar. É o contrário do que acontece na maioria dos países, onde se adota o chamado câmbio livre, que é quando a cotação é definida pelas operações no mercado financeiro. Soma-se a isso o fato da China ser o maior exportador mundial e está criado um problema e tanto. A reação dos demais países, como os Estados Unidos, foi o que deu início à “guerra cambial”.

Para evitar um estrago maior, alguns governos promoveram intervenções cambiais (isto é, na moeda) e fiscais (em tributos). A solução definitiva, segundo economistas, depende da manutenção do câmbio livre com algumas medidas de controle por parte dos governos. Isso vai depender de negociações entre os líderes mundiais. A China, por exemplo, teria que valorizar mais a sua moeda.

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