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Setembro de 2014

Washington, DC: Um museu a céu aberto - ou vários.

O arquiteto e colunista Cesar Tadeu Elias esteve em Washington, a capital dos Estados Unidos, a fim de conhecer uma cidade caracterizada pelo respeito e valorização da história e das tradições norte americanas. Aficionado por cultura e história, Cesar aproveitou os 12 dias em que permaneceu na cidade, fazendo o que se faz em Washington - além de política: visitar museus e mais museus, memoriais, monumentos, prédios históricos e parques da cidade. E tirar milhares de fotos.

A sede do império! Assim pode ser definida Washington D.C., a capital dos Estados Unidos, nas palavras do arquiteto Cesar Tadeu Elias, que esteve na capital norte-americana, pela primeira vez, no final de 2012. Washington fica localizada no Distrito de Columbia (por isso a abreviatura D.C.), que no vocabulário português não é tão comumente usado. E o Distrito de Columbia é um pedaço de chão encravado na divisa dos estados de Virginia e Maryland, separados pelo rio Potomac.

A origem da cidade-capital remonta a 1790, quando foi planejada e desenhada na prancheta do arquiteto nascido na França, Pierre L’Enfant - que hoje empresta seu nome a uma das imensas avenidas da cidade. Daí mais uma coisa a se pensar quando se está em Washington: se a cidade, planejada ao melhor estilo das grandes capitais da Europa, cheia de parques e amplas e infindáveis avenidas, no país que inventou as freeways, servida por uma extensa rede de metrô, ainda assim, não consegue solucionar, nem escapar de grandes congestionamentos (principalmente no início do dia), imagina as nossas cidades tupiniquins!

Museu do Índio Americano - arquitetos indígenas se inspiraram nos Canyons.
Museu do Índio Americano - arquitetos indígenas se inspiraram nos Canyons.

Como algumas capitais federais, Washington é, ao mesmo tempo, beneficiária e vítima de sua condição capital. Por um ponto de vista, uma cidade construída de mármore, imponentes monumentos e prédios neoclássicos, que quase a tornam uma cidade de arquitetura monótona, à sombra da enigmática e absoluta cúpula do Capitólio  - o gigantesco, poderoso e metálico edifício que abriga o Congresso dos Estados Unidos.

E dá-lhe o poder do império: o National Mall - uma esplanada ajardinada que se estende do Lincoln Memorial até os jardins do fundo do Capitólio. Pouco mais de três quilômetros de extensão, com o onipresente “Monumento a Washington” bem no meio do caminho. O Monumento, a propósito, é a mais alta construção da capital da América e, por convenção local, nada lá pode ser mais alto que ele. Assim sendo, quase duzentos anos após seu mandato, Washington - o “Pai da Pátria”, continua ali, observando a todos, vendo tudo, quase que dizendo aos seus sucessores na Casa Branca: “tô de olho em vocês”!

Mais cultura

O Smithsonian - que vem a ser o maior complexo de museus do Planeta - e todos esses museus, cada qual dedicado a um tema, todos com entrada franca. Uma amostra grátis do poder dos Estados Unidos, no tempo e no espaço, literalmente. De quebra, o National Mall funciona também como o grande palco das manifestações do povo norte-americano. E tome memoriais aos mortos nas guerras mundiais e nas guerras estadunidenses (como a guerra da Coreia ou a do Vietnam), o recente memorial a Martin Luther King, a um amigo maçon do presidente Jefferson (que era arquiteto... e maçon). Aliás, se o observador reparar um pouco vai ver que Washington está carregadinha de símbolos e códigos maçônicos.

Túmulo - memorial de John F. Kennedy com chama de fogo acesa constantemente.
Túmulo - memorial de John F. Kennedy com chama de fogo acesa constantemente.

Cultura e poder: o prédio do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, bem ao lado do monumental prédio da Biblioteca do Congresso - a maior biblioteca do mundo, o jardim Botânico, o imperdível Museu do Indio Americano, a gigantesca Union Station, o agitadinho Chinatown da capital federal.

Do lado de lá do rio Potomac, a cidade é Arlington - uma espécie de “bairro nobre” - mas Washington é que faz a fama: o Cemitério Nacional, tão grande que possui até linhas internas de ônibus - gratuitos -, e onde descansam não muito em paz os mortos de guerra, alguns (poucos) políticos, alguns ex-presidentes americanos, como John Kennedy, que tem direito a uma chama de fogo eternamente acesa em seu túmulo-memorial, mais a companhia de Jaqueline Kennedy Onassis e de dois bebês Kennedy natimortos, sabiam?

Próximo ao Cemitério de Arlington está o prédio do Pentágono, com seus 25 quilômetros de corredores e um memorial - mais um - aos que ali morreram no ataque de 11 de setembro de 2001. Também em Arlington/Washington, o impressionante memorial: “Marine Corps War Memorial” - ou de Iwo Jima. E a Catedral Nacional. E o circuito chique das embaixadas, bares, bistrôs charmosos, restaurantes... 12 dias na capital dos Estados Unidos quase não foram suficientes para Cesar Tadeu conhecer tantos lugares.

Apesar de toda a imponência, Cesar conta que na sede do grande império do Norte também estão presentes todos os problemas que afligem outras cidades do mundo, como mendigos dormindo nas calçadas e nas praças, pedintes, drogados, uma sujeirinha aqui e ali jogada no chão, estações do metrô não muito bem conservadas... Outra constatação do arquiteto é que apesar de ser uma cidade cosmopolita e com tantas opções culturais, Washington não tem muitas badalações em sua vida noturna. “É uma cidade solitária, movimentada de segunda a sextafeira, mas sem grandes agitos e badalações noturnas. É uma cidade para quem gosta de cultura, não é para quem vai só pensando em fazer compras”, ele disse.

É claro, Washington tem a mais famosa casa do mundo: a Casa Branca, sede do governo norte- americano. “E isso é só para quem já foi à Washington”, manda ver o arquiteto. “A Casa Branca, você vai se dar conta, é a única construção pintada de branco em todo o Distrito de Columbia.” Coisas do império!

Monumento a Washington - a mais alta construção da capital da América. Por convenção local, nada lá pode ser mais alto que ele.

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