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Outubro de 2015

Ciências do Mar

A FOCO convidou Filipe Brandão Mattar para falar um pouco sobre sua escolha profissional, não muito comum, e o motivo de ter se interessado por este novo curso criado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), que compreende estudos distribuídos em 4 eixos: o ambiente marinho; a vida marinha; a sociedade e trabalho no mar (mar, ciência e tecnologia).

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ESTUDANTE: Filipe Brandão Mattar, 22 anos Pai: Elzo Calixto Mattar Junior Mãe: Dunia Freire Brandão Mattar.
ESTUDANTE: Filipe Brandão Mattar, 22 anos Pai: Elzo Calixto Mattar Junior Mãe: Dunia Freire Brandão Mattar.

Qual é o nome do seu curso? Onde (cidades ou faculdades) é oferecido?

Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia com ênfase em Ciências do Mar (BICT). O curso é oferecido apenas na unidade Baixada Santista (Santos) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 
 
Quantos anos de estudo?
 
Se trata de um curso de graduação de natureza interdisciplinar, no qual é oferecida uma formação tecnocientífica. Possui 3 anos de duração e terminação própria, mas também possibilita o ingresso em outros cursos de graduação de maior especificidade na própria Universidade com duração de mais 2 anos. Sendo assim, existem dois cursos chamados de “pós-BICT” implementados atualmente na UNIFESP sendo eles, Engenharia de Petróleo e Energias Renováveis, e Engenharia Ambiental. Em um futuro próximo serão criados novos cursos que poderão complementar a formação dos egressos do BICT Mar.
 
 
Após formado, como é o dia a dia dessa profissão? Rotina, horários, cidades e/ou regiões  onde se pode trabalhar? Demanda alta ou restrita?
 
Após concluir o BICT optei por cursar mais dois anos de Engenharia de Petróleo. Sendo assim, não posso afirmar ao certo sobre o dia a dia dessa profissão, mas posso dizer que o campo de atuação é bastante amplo devido à interdisciplinaridade do curso. Como o curso está ligado à área de ciências do mar, a maior demanda por este tipo de profissional está situada nas regiões costeiras.
 
O que o atraiu para fazer essa escolha?
 
O que realmente me atraiu foi o fato de poder cursar Engenharia de Petróleo, após a conclusão do BICT.
 
Por que não, um curso mais tradicional?
 
Não tem um “porquê”, mas um dos motivos foi a possibilidade de escolher o campo de atuação mais específico (no meu caso, Engenharia de Petróleo) após a conclusão dos 3 anos do BICT. Ou seja, esse período possibilita o amadurecimento e ajuda a definir qual carreira seguir.
 
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Mercado de trabalho...
 
O desenvolvimento social e econômico brasileiro sempre esteve ligado ao mar e à zona costeira, logo o mercado de trabalho é vasto. Podemos citar alguns campos de atuação, como por exemplo nas atividades do Porto de Santos (maior da América Latina), nas atividades do setor do petróleo que ganhou necessidade após a descoberta do pré-sal, e também em atividades socioambientais relacionadas ao gerenciamento costeiro.
 
Perspectiva no futuro... 
 
As perspectivas são boas, uma vez que será necessário cada vez mais profissionais qualificados (e com o domínio tecnocientífico) para defender, explorar e preservar a chamada “Amazônia Azul” brasileira.
 
Se sente realizado ou ainda pensa em fazer um curso tradicional para se sentir mais completo?
 
A nível de graduação me sinto realizado, mas ainda pretendo ir além nos estudos e cursar uma pós-graduação.

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