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Julho de 2016

Um charmoso roteiro passando por ícones da arquitetura europeia

As irmãs arquitetas Gabriela e Camila Schiavetto escolheram um seleto roteiro arquitetônico para ser admirado não só por arquitetos, mas também por apreciadores da arte, beleza e história. A seguir, vamos acompanhar o olhar e o relato que fizeram dessa inesquecível experiência na Europa:
 
“Na viagem procuramos um roteiro que incluísse lugares que despertam nosso interesse em arquitetura, história, arte, urbanismo e paisagismo e, como não poderia ser diferente, programamos conhecer os principais pontos tipicamente “turísticos”.  A viagem começou em Paris, onde Camila mora atualmente, e seus arredores: Giverny, Chantilly e Versailles. De lá o primeiro destino foi Londres e lá pudemos ver construções de todas as épocas, de medievais a contemporâneas. Depois, já na Itália, fomos para Roma e de lá partimos para uma viagem de carro pela Toscana e sua linda paisagem tendo Florença como destino final. Foi na volta para Roma que ficamos mais tempo e conhecemos a cidade e o Vaticano. Alguns dias a mais em Paris para conhecer melhor a Cidade Luz e depois viajamos para Bruxelas, na Bélgica, onde também visitamos Bruges, famoso destino turístico. O último país que conhecemos foi a Holanda. Roterdã e Amsterdã foram as cidades escolhidas como destino, a primeira por sua arquitetura tipicamente contemporânea e a segunda por toda sua importância histórica e seu charme.”  
 
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Nós escolhemos um dia de sol para visitar a FUNDAÇÃO CLAUDE MONET onde fica a casa do pintor francês, pioneiro no movimento Impressionista. O lugar, além de morada era sua grande fonte de inspiração,  pois a temática principal de suas obras são as paisagens da natureza. É impressionante!!! A sensação é a de estar dentro de uma de suas pinturas! Inclusive a ponte Japonesa que vimos no jardim foi retratada pelo pintor em pelo menos 272 obras. O lugar é inspirador e um verdadeiro convite à contemplação da natureza. Giverny, onde está a fundação, é um charme à parte. O pequeno vilarejo próximo à Paris também parece uma pintura com sua paisagem bucólica e suas casinhas de pedra. 

 
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A FUNDAÇÃO LOUIS VUITTON, projetada pelo renomado arquiteto Frank Gehry, é sem dúvida um monumento de destaque em meio ao Jardim da Aclimação em Paris. O projeto, que lembra a forma de um barco, gera opiniões divergentes entre os franceses, pois há aqueles que consideram o edifício um “capricho” de um homem de negócios e ... nós achamos o prédio maravilhoso, por sua engenhosidade e sua incontestável beleza monumental, o edifício se destaca na paisagem como uma impressionante escultura a céu aberto. No dia da foto os vidros estavam coloridos devido a uma instalação artística do francês Daniel Buren chamada “Observatório da Luz”. A projeção da luz sobre os vidros coloridos durante o dia traz tonalidades diferentes para dentro do espaço.

 
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Os JARDINS DE VERSAILLES superam e muito o próprio Palácio, na nossa visão. Cada parte é pensada cuidadosamente no maior exemplo do que caracteriza o estilo francês de jardim, que são bem geométricos, talhados e projetados como se fossem edifícios. Além disso, a beleza de suas fontes e esculturas encontradas por todos os cantos do jardim... Por estar junto ao parque, o jardim parece não ter fim! Poder passear pelo jardim e depois fazer um piquenique no parque foi uma experiência incrível. Pudemos perceber o quanto os franceses e os europeus em geral valorizam os espaços verdes na cidade, cada lugar para onde olhamos vemos árvores, praças, parques e pessoas usando esses espaços...

 
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VILLA SAVOYE... Para nós foi com certeza a visita mais importante de toda a viagem. Quem é da área concorda que a casa é um ícone da arquitetura moderna, um divisor de águas na maneira de pensar o projeto de uma residência. Projetada em 1928 por Le Corbusier foi uma das, se não a mais, estudada residência por nós durante a faculdade de arquitetura (e olha que estudamos em faculdades diferentes...). Poder conhecer a casa de perto também mudou de certa forma a nossa visão sobre o projeto, é muito diferente poder ver e vivenciar o espaço. Pois só estando no local podemos perceber cada detalhe da obra. Nós adoramos!!!

 
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A cidade de ROTERDÃ é considerada a cidade Holandesa da arquitetura. A cidade é linda e muito moderna. Na foto estamos em frente ao prédio que abriga serviços públicos municipais, residências e escritórios. Projetado pelo escritório OMA foi inaugurado em 2015 e é um dos exemplos de sucesso de como as novas construções podem dialogar com as antigas em benefício mútuo. O prédio foi construído para ser um dos mais sustentáveis do país.

 
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A viagem pela TOSCANA foi uma das partes mais charmosas do nosso roteiro. Os lugares parecem ter uma atmosfera diferente. As cidadezinhas com ARQUITETURA MEDIEVAL conservam muito da sua história que pode ser apreciada através da arquitetura, além de vistas de tirar o fôlego. A maioria das cidades é construída no alto de colinas e rodeada por muralhas de pedra. As casas, as ruas, a paisagem, as comidas, as pessoas, fazem com que a gente se sinta viajando através do tempo. Porém as marcas das intervenções contemporâneas podem ser sutilmente percebidas em detalhes. Passamos por algumas cidades medievais como MONTEPULCIANO, SAN GIMIGNANO E MONTERIGGIONE. 

 
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Em Londres, ir ao Museu TATE MODERN foi um dos nossos principais objetivos. O projeto do museu foi realizado pelo escritório Herzog e de Meuron e já valeria a visita. O edifício era o chamado “Power Station”, um antigo galpão da época da revolução industrial que foi revitalizado para abrigar o museu. Percebe-se a delicadeza da intervenção minimalista, e o respeito pela arquitetura existente. Além disso, em suas exposições temporárias o museu apresenta mostras de arte moderna e contemporânea e possui em seu acervo obras importantes de Matisse, Mondrian, Picasso e etc.  Se tivéssemos mais tempo na cidade daria para passar uma semana só no museu!

 
 
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PASSARELA NO RIO TÂMISA na chegada ao Museu Tate Modern. Ao fundo a cúpula da catedral de St. Paul.
 
 
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EXPOSIÇÃO DE QUADROS DO GRUPO GUERRILLA GIRLS - um grupo anônimo de feministas que critica a desigualdade de gêneros. A britânica Francis Morris é a nova diretora do Museu Tate Modern e pretende defender a igualdade de gêneros mostrando a grande contribuição das mulheres nas artes.

 
 

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