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Janeiro de 2017

Câncer de Pele: O que você precisa saber sobre ele?

Dra. Fernanda Queiroz
DRA. FERNANDA QUEIROZ
Dermatologia Clínica Cirúrgica e Estética


• Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
 
• Residência Médica em Dermatologia no Hospital Universitário da Universidade 
   Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF)
 
• Título de Especialista em Dermatologia pelo MEC e AMB (Associação Médica Brasileira)
 
• Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
 
Atendemos: Planos e Particular
(35) 3522-7253 • Clínica: Rua Santa Casa, 145, sala 208 Passos MG

O câncer de pele é o câncer mais comum adquirido ao longo da vida. Dezembro foi o mês dedicado à prevenção e conscientização sobre essa doença que afeta milhares de pacientes. O principal fator de risco é a exposição ao sol, que induz ao crescimento descontrolado e anormal das células que compõe a pele. 

Entre os tipos de câncer de pele temos o Carcinoma Basocelular (CBC), que é o mais prevalente. Surgem nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (camada superior da pele). Pode ser curado se detectado precocemente, e possui baixa letalidade. Surgem mais frequentemente em regiões mais expostas ao sol como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Podem também se desenvolver em áreas não expostas, ainda que mais raramente. Certas manifestações podem se assemelhar a lesões não cancerígenas como eczema ou psoríase. Somente um médico especialista pode diagnosticar e prescrever a opção de tratamento mais indicada.
 
O Carcinoma Espinocelular (CEC) é o segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço, etc. A pele nessas regiões, geralmente, apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças da pigmentação e perda da elasticidade.  O CEC também pode estar associado a feridas crônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou radiação. Normalmente tem coloração avermelhada, e apresentam-se como feridas espessas e descamativas. Também podem ser similares a verrugas.
 
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O Melanoma é o menos frequente dentre todos os cânceres de pele. Esse tipo de câncer apresenta o mais alto índice de mortalidade e pior prognóstico. Embora o diagnóstico de melanoma cause medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são mais de 90% quando há detecção precoce da doença. Geralmente tem aparência de “pinta” ou “sinal” que mudam de cor, formato, tamanho ou podem causar sangramento. É muito importante o auto-exame frequente da pele, e procurar sempre o dermatologista ao menos uma vez ao ano para exame minucioso, buscando sempre o diagnóstico precoce e aumento de taxas de cura. Quando detectado em estágios iniciais, o melanoma está mais superficial, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura. Se detectado em estágios mais avançados a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta as chances de metástases para outros órgãos.
 
 Mesmo sem nenhuma lesão suspeita, uma visita ao Dermatologista, ao menos uma vez ao ano é essencial. As lesões podem surgir em locais difíceis de serem visualizados pelo paciente. Além disso, uma lesão considerada “normal” pra você pode ser suspeita para o médico. Cuide bem do maior órgão do seu corpo: sua pele.

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