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Janeiro de 2017

Endometriose intestinal

Dr. Thales Carvalho de Lima
Dr. Thales Carvalho de Lima
CRM - MG 46.962

CIRURGIA GERAL - COLOPROCTOLOGIA
COLONOSCOPIA   -   VIDEOCIRURGIA

Clínica Humana: Rua José Merchiorato, 174 - Sala 307 - 3º andar | Santa Casa | Passos/MG CEP 37904-022
Telefone: (35) 3529-3717 thalesclima@uol.com.br


A endometriose é uma doença causada pela presença de um tecido não cancerígeno, semelhante ao endométrio, fora da cavidade uterina, conservando sua estrutura histológica (tecidual) e função. É uma doença que pode comprometer vários órgãos e sistemas. Portanto, seu tratamento deve ser multidisciplinar.

No Brasil, a endometriose afeta 15% da população feminina, correspondendo a cerca de 6 milhões de brasileiras.
 
Já a endometriose intestinal ocorre entre 5 a 27% das mulheres portadoras de endometriose, sendo mais frequente no reto e no retossigmóide (70 a 93% das lesões intestinais). Geralmente, aparece associada a outro comprometimento pélvico, sendo raramente encontrada de forma isolada.
 
Trata-se de uma doença progressiva, que não regride espontaneamente. Além disso, tende a agravar-se com o tempo, causando com frequência, dor pélvica.

Sintomas

Os sintomas apresentados pela paciente podem ser cíclicos (quando coincidem com o período menstrual) ou acíclicos. Podem ocorrer diarreia e constipação (alterações do hábito intestinal), dor tipo cólica, espasmo intestinal, dor após evacuar, dor retal, tenesmo (sensação de constante necessidade de evacuar), dispareunia (dor durante o ato sexual) e sangramento retal cíclico.

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Diagnóstico
 
Normalmente, a endometriose intestinal inicia-se na parede externa (serosa) e adentra nas camadas mais profundas do intestino (tecidos musculares), raramente acometendo a parede interna (mucosa). Por isso o diagnóstico confirmatório da doença através de colonoscopia é difícil. Os exames complementares não cirúrgicos mais precisos para confirmarem o diagnóstico são o Ultrassom Endovaginal e a Ressonância Magnética da Pelve. Há também casos que necessitem de videolaparoscopia cirúrgica para a confirmação e avaliação da extensão da doença. É claro que a hipótese diagnóstica se inicia com uma história clínica bem detalhada de cada paciente.
 
Tratamento
 
O tratamento da endometriose intestinal pode ser cirúrgico ou hormonal, dependendo da idade, do desejo de manter a fertilidade, da severidade e complicações da doença, baseando-se no quadro clínico e nos exames de imagem.
 
Várias diferenças histológicas e de receptores estrogênicos podem explicar uma resposta não efetiva do tratamento hormonal (clínico). Em decorrência disso, o tratamento cirúrgico da endometriose intestinal tornou-se consenso. Entretanto, o momento ideal para a indicação cirúrgica é controverso. A princípio deve basearse na sintomatologia da paciente, para melhorar sua qualidade de vida. Em alguns casos de infertilidade, também pode ser indicada.

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