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Março de 2017

Desidratação em animais - Causas, sintomas, tratamento e como evitar.

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A desidratação é uma das desordens mais comuns na busca de uma clínica médico-veterinária. Consiste na falta de hidratação no corpo do animal devido à perda excessiva de líquidos. É um problema que requer grande atenção e muitos cuidados, pois pode levar a complicações graves e até a morte.

Muitos donos de pet acreditam que basta a administração de líquidos, ou medicamentos para curar o problema, tratando-o por conta própria. Fique atento: a entrada de líquidos no corpo do animal de maneira errada – rápida e em grande quantidade – pode piorar o quadro, causando problemas muito mais graves.

Causas da desidratação:

•  Exposição prolongada ao sol e excesso de atividades físicas;
•  Ingestão de líquidos insuficiente;
•  Quadros de febre;
•  Gastrites, infecções por bactérias, vermes, viroses, ingestão de alimentos estragados ou inapropriados causando vômitos e diarreias;
•  Doenças renais ou hepáticas;
•  Diabetes;
•  Problemas psicológicos, como o estresse, entre outros.
 

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Sintomas da desidratação
em cachorros e gatos:


•  Gengivas e língua seca;
•  Apatia. O animal fica sonolento, com dificuldade de correr ou caminhar;
•  Olhos secos ou saltados;
•  Perda de peso;
•  Perda de apetite;
•  Respiração ofegante;
•  Batimentos cardíacos acelerados;
•  Falta de elasticidade da pele: aspecto mais utilizado nos dias de hoje para definir a presença do problema em um pet.
Puxe a pele do animal e observe o tempo que ela leva para  voltar à sua posição original - o certo é que o retorno à posição seja imediato; quanto mais demorar, maior a desidratação;
•  Nos casos mais graves pode levar a desmaios e convulsões.
 

Tratamento

Fluidoterapia: tratamento mais indicado para essa complicação, e deve ser feito por médicos veterinários. O processo é bastante similar ao adotado para acabar com a desidratação em humanos com a administração de soro:

A fluidoterapia oral é a hidratação do animal pela ingestão de líquidos, pouco a pouco e constante, evitando complicações em função da ingestão rápida e exagerada de líquidos que pode levar a vômitos.

A fluidoterapia intravenosa é feita por meio da aplicação de soro diretamente na corrente sanguínea do animal.

A fluidoterapia subcutânea permite que uma carga maior de soro seja administrada ao animal de uma vez, sendo absorvida aos poucos. É também usada nos casos em que o profissional encontra dificuldade em encontrar as veias do animal para administração das substâncias.

A fluidoterapia intra-óssea consiste na aplicação do soro diretamente nos ossos do animal e pode ser tida como uma boa opção quando o animal está muito debilitado.

Tome o cuidado de não expor os bichinhos de estimação aos principais agentes causadores dos sintomas que provocam a desidratação. Promova os cuidados e a correta ingestão de líquidos que deve ser aumentada nos meses mais secos e quentes. Se o seu pet estiver apresentando algum sinal de desidratação, procure imediatamente o veterinário para uma melhor avaliação e diagnóstico. A desidratação pode ter diferentes graus e assim que percebida deve ser tratada.
 

 

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