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Abril de 2017

Jardim urbano

Boa opção para decoração

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A Designer Patrícia Martins esclarece dúvidas para quem gosta e pretende decorar a casa com plantas. Ela fala sobre as espécies indicadas para cada tipo de ambiente, e os cuidados que devem ser tomados com a manutenção das mesmas.
A Designer Patrícia Martins esclarece dúvidas para quem gosta e pretende decorar a casa com plantas. Ela fala sobre as espécies indicadas para cada tipo de ambiente, e os cuidados que devem ser tomados com a manutenção das mesmas.

 

Primeiro Passo

De acordo com Patrícia, é fundamental contratar um profissional, para que seja feito um projeto de acordo com a necessidade e o desejo do cliente, evitando gastos com desperdícios e retrabalhos.

O que envolve um espaço paisagístico

“Costumo dizer que é a única expressão artística em que participam os nossos cinco sentidos: a visão, o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre o seu papel, seja ele vertical, ao ar livre ou em espaços híbridos.”

As espécies indicadas para a montagem de um jardim vertical

“Ele pode constituir-se de um simples grupo de trepadeiras e arbustos escandentes (troncos flexíveis e galhos que se desenvolvem voltados para baixo, com formato que lembra trepadeira), frutíferas e hortaliças.”

Espaços híbridos

Segundo Patrícia, nos últimos anos, os avanços na tecnologia da produção de vidro e do isolamento levaram o conceito de “sala ao ar livre” para outro patamar. “Muitas residências exibem enormes portas e janelas de vidro, que literalmente integram o jardim à casa, favorecendo essa conexão entre o jardim e a área interna da residência.”

Os cuidados periódicos que devem ser tomados para manter o jardim

“As plantas são seres vivos, têm sensações, sentem calor e frio, necessitam de alimento, luz, água e todo cuidado que você possa dar para mantê-las bonitas e fortes. O uso de adubo se faz necessário sempre. Uma pequena dose a cada trinta dias é suficiente, mesmo no inverno, quando as plantas estão em período de dormência. A quantidade deve ser aumentada na primavera e verão, quando é mais intenso o crescimento. O maior mal que você pode fazer às suas plantas é encharcá-las. A umidade excessiva ocasiona o apodrecimento das raízes e favorece o surgimento de pragas e doenças. Entretanto, não deixe o solo ficar muito seco. Para testá-lo basta encostar o dedo; se ainda senti-lo úmido não será necessário molhar. Além disso, elas precisam de prevenção contra doenças. Uma vez ao mês, aplique um inseticida e um fungicida.”
Patrícia afirma que a manutenção é uma consideração importante por trás de cada decisão tomada. “Não faz sentido investir tempo e dinheiro e depois não cuidar. Por isso, alguns cuidados são importantes antes de montar um jardim, até mesmo aqueles em vasos. Por isso a importância de um profissional para avaliar e analisar alguns fatores, tais como:
- Quantidade de luz que o jardim receberá, pois os que estão voltados ao norte recebem sol o dia todo, enquanto os que estão voltados para o leste recebem luz, principalmente no período da manhã. Terrenos voltados para o oeste recebem sol a tarde, e os terrenos voltados para o sul são os que recebem menos luz solar.

 

É possível sim cultivar lindos vasos. O ciclanto é essa planta que seu caule é quase inexistente e suas folhagens exuberantes. Vai bem em ambientes internos e meia sombra
É possível sim cultivar lindos vasos. O ciclanto é essa planta que seu caule é quase inexistente e suas folhagens exuberantes. Vai bem em ambientes internos e meia sombra

 

Sugestões de espécies indicadas para cada ambiente

Paredes ensolaradas
(mais de meio dia de Sol no verão)


Barba de serpente
Colar de pérolas
Hera inglesa
Jibóia
Lambari roxo.

Locais de semi-sombreados,
(interno ou externo)


Samambaias
Véu de noiva
Flor batom
Antúrio
Columéia
 

 

“O jardim ordenado, nos espaços urbanos de hoje, é um convite ao convívio, a recuperação do tempo real das coisas, em oposição à velocidade ilusória das regras da sociedade de consumo.”

Burle Marx

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