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Novembro de 2018

Reconstrução de Aréolas Mamárias:

Um Resgate na Autoestima das Mulheres

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A assistente social Viviane Costa trabalha com micropigmentação paramédica, uma técnica que tem ajudado muitas pessoas a se desfazerem de manchas e cicatrizes indesejadas no corpo. Através deste trabalho, ela vem ajudando muitas mulheres que tiveram câncer de mama a restaurar a aréola dos seios.

 
Viviane Costa começou a trabalhar com micropigmentação há quatro anos. Ela fez curso de micropigmentaçao de sobrancelhas, lábios, olhos, camuflagem de estrias e olheiras, sempre voltadas para o lado estético. Formada em Serviço Social, Viviane não chegou a exercer a profissão; foi proprietária de uma loja, antes de começar a trabalhar com essa técnica. 
Viviane Costa: assistente social que trabalha com micropigmentação paramédica.
Viviane Costa: assistente social que trabalha com micropigmentação paramédica.

 

Para ampliar o leque de possibilidades dentro da sua nova área de trabalho, Viviane começou a desenvolver a micropigmentação em aréolas mamárias, e logo passou a atender mulheres de Passos e região que fazem tratamento contra o câncer de mama no Hospital Regional do Câncer. 
 
O meu vínculo com o Hospital do Câncer é voluntário. Eu comecei a frequentar o Hospital para ajudar no projeto Damas, que é um grupo de apoio voltado para ajudar mulheres que estão enfrentando a doença, com palestras, orientações, etc. Este grupo se reúne todas as quintas-feiras de manhã no próprio Hospital do Câncer, e a partir daí, surgiu a ideia de ajudar as mulheres que estão passando pelo tratamento a reconstruírem a aréola dos seios”, explica Viviane.
 
No procedimento de reconstrução da aréola, Viviane utiliza a técnica da tatuagem, fazendo um desenho com as perspectivas de 3D, para dar a sensação de que a mulher realmente tem uma aréola, garantindo assim, um procedimento duradouro e definitivo. “Como muitas mulheres acabam perdendo a aréola e o mamilo durante a mastectomia, que é o tratamento contra o câncer de mama, a gente tem que refazer essa parte do seio com um desenho, utilizando o pigmento da tatuagem”, afirma.
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Viviane faz questão de deixar claro que não é tatuadora, e sim, micropigmentadora, e explica que essa é uma técnica cujo objetivo é disfarçar este e outros tipos de cicatrizes, buscando aproximar ao máximo da textura e cor natural da pele. “Apesar de trabalhar com a técnica da tatuagem, a micropigmentação não tem nada a ver com a tatuagem artística. É um campo bem vasto, mas não tem nada a ver com o campo da tatuagem”, observa. 


De acordo com Viviane, o procedimento dura em torno de três horas, e sempre é realizado em seu consultório, e as pacientes são encaminhadas pelos médicos. A micropigmentadora tem uma conversa inicial com as pacientes, quando ela explica como vai ser realizado o procedimento. Viviane explica que muitas delas acabam relatando algumas experiências de vida, o que evidencia o caráter humanitário do procedimento.

 
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“Apesar de trabalhar com a técnica da tatuagem, a micropigmentação não tem nada a ver com a tatuagem artística. É um campo bem vasto, mas não tem nada a ver com o campo da tatuagem.”

 

“É um privilégio poder ajudar as mulheres nessa fase final do tratamento.  A questão da restauração vem no último estágio do tratamento, quando a pessoa está querendo viver de novo. Quando as pacientes vêm até mim, a sensação é essa, elas ficam muito agradecidas, estão recomeçando. As famílias também participam do processo e tem um papel muito importante durante o tratamento”, finaliza Viviane.
 
Renato Rodrigues Delfraro
Reconstrução de Aréolas Mamárias:

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