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Saúde

Você conhece a Constelação Familiar?

  • A Constelação Sistêmica Familiar é uma transformadora abordagem terapêutica de nossa época, desenvolvida por Bert Hellinger, que estuda conteúdos que, consciente e inconscientemente, acumulamos. Nascido na Alemanha em 1925, Bert formou-se em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Seus paradigmas são sustentados por teorias científicas, como o modelo dos "Campos Morfogenéticos" de Rupert Sheldrake.

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    Mariane Santos Janczeski Bogo - Psicóloga sistêmica familiar e Mestre em Psicologia na área de família pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em Uberaba-MG.  Além da terapia sistêmica familiar (isso inclui todos os tipos de relacionamentos e idades), trabalho com Constelação familiar e meditação.  Instagram: @marianejbogo
    Mariane Santos Janczeski Bogo
    Psicóloga sistêmica familiar e Mestre em Psicologia na área de família pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em Uberaba-MG. Além da terapia sistêmica familiar (isso inclui todos os tipos de relacionamentos e idades), trabalho com Constelação familiar e meditação. Instagram: @marianejbogo
    Whatsapp: 34 99188-4565

     

    O que são Campos Morfogenéticos?
    São campos que levam informações, campos de memória. O reconhecimento da existência desses campos permite que nas Constelações Familiares sejam compreendidas as repetições de padrões, pois o modo como foram organizados no passado influencia o modo como as pessoas, no seio da família, funcionam hoje. E os fatos, os eventos ocorridos na família, por exemplo, podem tornar-se regularidades e/ou hábitos.
     
     
    Esses hábitos ou padrões podem ser alterados? 
    Na intervenção das Constelações, há a possibilidade de uma interação inteligente, do acesso em outros níveis energéticos, da consciência e da mudança no sistema, pois o campo mórfico é uma estrutura alterável, a partir da ressonância mórfica e, neste sentido, não apenas a pessoa que constela beneficia-se, mas todo o sistema pode beneficiar-se.
     
     
    Qual o objetivo da Constelação Familiar?
    A Constelação visa, de forma prática e vivencial, dissolver antigos padrões familiares, como comportamentos, conflitos, emaranhados e sintomas que se repetem, e que de alguma forma impedem o livre fluxo de amor entre os membros de um sistema. Ela abre espaço para uma nova compreensão e dissolução de emaranhamentos familiares inconscientes, que através da herança afetiva, uma transmissão que é passada de geração em geração, pode perpetuar uma sequência de dificuldades, bloqueios e padrões comportamentais que geram sofrimentos aos envolvidos ao longo da vida. Existem forças que atuam sobre a consciência de grupo. Essas forças ou “ordens do amor” são: pertencimento, hierarquia/ordem e equilíbrio de troca. Quando essas forças não são respeitadas, são criados os emaranhamentos. 
     
     
     
    A quem a Constelação familiar se destina? 
    A Constelação Familiar pode ajudar em todos os problemas de origem sistêmica. Destina-se a todos os tipos de sistemas de relações, como por exemplo: as pessoas que desejam trabalhar suas relações familiares, amorosas, financeira, profissional, saúde/doença, educacional, entre outras. Por exemplo, casos envolvendo separações, desequilíbrios emocionais, doenças/sintomas, comportamentos destrutivos, vícios, perdas e/ou luto, abortos, mortes precoces, suicídios, depressões, adoção, abusos, violência, questões financeiras, profissionais, transtornos psíquicos, dificuldade de estabelecer relações duradouras com parceiros, dificuldades ou distúrbios de aprendizagem, relações conflitantes, entre outros.
     
     
     
    E como funciona a Constelação?
    Há duas modalidades de atendimento: a grupal e a individual. Individualmente, realiza-se a intervenção com o auxílio de figuras ou bonecos, e quando esta intervenção é realizada com crianças, pode ser chamada de jogo da família ou jogo da percepção. No caso da constelação em grupo, a representação do “campo morfogenético” é feita através de pessoas. Os representantes, quando penetram neste campo e se disponibilizam para ele, comportam-se e sentem-se como alguém da família que pertence a esse sistema. Isso existe também em outros contextos. Deste campo que está sendo representado irão emergir os conhecimentos de que necessita para uma solução e que são trazidos nos movimentos das constelações familiares. Virá à tona o que de fato é essencial. 
     
     
    E o terapeuta ou constelador nessa história?
    O terapeuta ou constelador familiar renuncia a qualquer intenção pessoal, por exemplo, a de querer curar algo ou de mudar destinos, ele reconhece o que vem à luz e o que acontece naquele momento, sem nenhuma intenção e sem temor. O que vem à luz precisa ser respeitado tal como se apresenta. O terapeuta serve como um instrumento do campo, a serviço de algo maior. 
     
     
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    Representação sistêmica com bonecos em uma sessão de Constelação Familiar individual. Os bonecos representam o corpo morfogenético da pessoa constelada.

    Qual a contribuição dessa prática?

    É necessário que se olhe para o que está excluído do sistema, para aqueles ou aquilo que é negado, o reconhecimento e o amor, nos permitindo acessar algo que está presente no sistema e que muitas vezes não é compreendido, nem percebido sem se observar o todo. Possibilita-nos uma nova percepção, que às vezes nos chega por meio dos sentidos e não necessariamente da compreensão e da razão. Assim, podemos olhar para algo, nos permitindo ser tocados, mesmo que nossa mente não entenda.
     Podemos escolher um novo passo ou continuarmos repetindo os mesmos. O que realmente queremos de nossas vidas? Queremos realmente nos libertar? Ou nos libertamos ou manifestamos padrões de repetições de gerações anteriores? Será que precisamos carregar isso? Será que não estamos carregando pesos que não são nossos? O que é mais leve ou pesado para você? 
     
    O contexto maior nos permite clareza. A Constelação te convida a olhar para as suas feridas e sair do labirinto do medo. O reconhecimento traz luz à escuridão. Através da clareza e da compreensão podemos nos conectar com o todo e com algo maior. Tornamo-nos agentes da nossa própria história. Seu caminho é único. Seja ele qual for. Sua história só pode ser construída através de seus passos e em conexão com o seu ser.  
    A família dá a vida ao indivíduo. Quando tomamos as forças que vem das nossas raízes, conseguimos ascender, irmos além. Libertamo-nos do que nos impede de darmos os passos seguintes e a partir daí o amor estando em ordem, flui e cresce. E nosso ser pode estar em paz neste amor que sustenta e apoia a vida exatamente como ela é, em sintonia com aquilo que de fato somos e ao que pertencemos, através de nossas origens.

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