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Novembro de 2011

A criação do Estado palestino - PARTE I

ASSUNTO DE VESTIBULAR

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Sem sucesso em acordos de paz com Israel, a Autoridade Nacional Palestina decidiu mudar de estratégia e propor na 66ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) o reconhecimento do Estado palestino nas fronteiras pré- 1967, situando a capital na parte oriental de Jerusalém. A proposta é recusada por Israel e Estados Unidos.

Se a estratégia funcionar, a Palestina poderá não apenas estar a caminho de se tornar o país de número 194 das Nações Unidas, mas conquistar o apoio da comunidade internacional para a formação de um Estado delimitado pelas fronteiras existentes com Israel antes de 1967, como foi determinado pelo Acordo de Oslo, em 1993, quando as terras da Cisjordânia e da Faixa de Gaza foram cedidas aos palestinos.

Os palestinos nunca tiveram um Estado próprio e a criação de um agora tem mais valor simbólico do que prático: serve para reafi rmar a identidade nacional e conseguir apoio do mundo no confronto contra Israel. As fronteiras de um eventual Estado palestino ainda provocam discórdia. ESTADO, os palestinos nunca tiveram, e até como povo, demoraram a ser reconhecidos, como ilustra o comentário da primeira ministra israelense Golda Meir, nos anos 70, de que “não existia povo palestino”. Eles provaram que existiam, via ações violentas de grupos como o Fatah e outros que compunham a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), chefi ada então por Yasser Arafat.

Há ainda a questão dos refugiados: gente que tinha deixado suas casas e suas terras quando o Estado de Israel foi criado, em 1948. Refugiados em países vizinhos, os palestinos na diáspora cresceram em número - hoje já em 2ª ou 3ª geração – e se tornaram um problema político, um dos pontos mais contenciosos nas ocasionais negociações políticas entre israelenses e palestinos. Também é confl itiva a questão da capital de um Estado Palestino a ser criado. Os palestinos exigem Jerusalém Oriental, referindo-se à um setor da cidade, historicamente ocupado pelos árabes, que ali querem sua capital. Israel contesta, pois se consideram no direito de ter a cidade inteira como sua capital, única e indivisível.

Há pouca divergência sobre a Faixa de Gaza como parte indiscutível de um futuro Estado Palestino, mas a outra área de considerável população palestina, a Cisjordânia, já se transformou em foco de confronto, porque os israelenses avançaram por terras antes controladas por palestinos. O método mais comum é estabelecer assentamentos ou colônias israelenses em terras árabes. (continua na próxima edição).

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Murilo de Pádua
Andrade Filho
Professor de Geografia em Passos, Franca e Ribeirão Preto

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