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Fevereiro de 2012

Um ano de Primavera Árabe

ASSUNTO DE VESTIBULAR

O celular e a internet foram as armas dos rebeldes na Primavera Árabe.
O celular e a internet foram as armas dos rebeldes na Primavera Árabe.

Há um ano, a morte do tunisiano Mohamed Bouazizi, desencadeou uma revolução que se espalhou por diversos países do norte da África e do Oriente Médio. Conhecida como “Primavera Árabe”, a revolta contribuiu para a queda de antigos líderes e mostrou que as populações desses países não estavam adormecidas. Bouazizi, de 27 anos, era um vendedor de verduras. Em 17 de dezembro de 2010, um fi scal de impostos do governo tunisiano apreendeu seus produtos e, segundo ele, deu um tapa em seu rosto, após mais um pedido para que a mercadoria fosse devolvida. Humilhado, Bouazizi se autoimolou e morreu após 19 dias internado. A morte do vendedor foi o estopim de uma onda de manifestações que exigia melhores condições de vida para a população do país. Menos de duas semanas depois do início das revoltas, o líder tunisiano Zine el Abidine Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita. Era a primeira vitória da Primavera Árabe. O exemplo da Tunísia se espalhou por outros países árabes. O desenrolar e os resultados dessas manifestações, um ano depois, são variados: 

TUNÍSIA: após a queda do presidente, a Tunísia encontrou relativa estabilidade. Em outubro, foram realizadas as primeiras eleições democráticas de sua história. No início de dezembro, o país aprovou uma nova Constituição e elegeu um novo presidente.

EGITO: os egípcios tomaram a praça Tahrir, no Cairo, e protestaram todos os dias contra o presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Após 18 dias de manifestações e intensa violência da polícia, Mubarak renunciou. A população foi às urnas no fi nal do último mês de novembro para escolher os representantes da Assembleia do Povo. A eleição presidencial será em junho.

LÍBIA: após uma guerra civil entre forças do governo e opositores auxiliados por bombardeios da OTAN em território líbio, Muamar Kadafi foi capturado e morto pelos rebeldes. Após a morte de Kadafi , o CNT (Conselho Nacional de Transição), órgão político dos ex-rebeldes, marcou as próximas eleições presidenciais e legislativas para daqui a um ano e meio.

IÊMEN: os protestos começaram em fevereiro, quando os manifestantes pediram a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1978. Até que, em 4 de junho, Saleh foi gravemente ferido em um atentado a bomba. Em 23 de novembro, passou o comando do país ao vice. As tensões, no entanto, estão longe de terminar.

SÍRIA: as tensões tiveram início em janeiro. O presidente Bashar al Assad reprimiu com tanques de guerra os grandes protestos em março. A suspensão do estado de emergência, em vigor no país há mais de 48 anos, viria apenas em abril, mas a manutenção de seu regime fez com que as revoltas prosseguissem. A tensão na Síria continua elevada.

 

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Murilo de Pádua Andrade Filho
Professor de Geografia em Passos, Franca e Ribeirão Preto

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