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Março de 2012

Arte que une as pessoas

Atores no último espetáculo do grupo: “Picadeiro – Mais que Cores, a Verdadeira História.”
Atores no último espetáculo do grupo: ´Picadeiro – Mais que Cores, a Verdadeira História.`

 

Três profissionais de diferentes áreas de atuação em nossa cidade decidiram colocar em prática um projeto que antes era apenas desenvolvido na Igreja Presbiteriana de Passos. Trata-se do grupo de artes cênicas “Refletir Cia de Artes”, uma equipe de pessoas de várias idades que interpretam, cantam e dançam.

Criado pela médica pediatra, Lilia Jane Marques de Sousa, a psicóloga Cynthia Sousa e a arquiteta Cristiana Soares, o Refl etir Cia de Artes foi regularizado e virou um grupo independente (tem até regimento interno) no ano de 2007. Antes já realizavam também espetáculos teatrais, mas apenas no âmbito da igreja. “Era uma coisa mais restrita, mas sentimos a necessidade de propagar e levar através destes espetáculos valores e princípios cristãos para todas as pessoas, independente de suas religiões. São princípios como a ética, a moral, a solidariedade, o amor, entre outros”, explica Cynthia. 

O grupo conta com mais de 35 integrantes (homens, mulheres) de faixa etária variada (de 04 a 63 anos idade). A direção destes musicais é das próprias criadoras. Lilian Jane cuida da interpretação dos atores. Cynthia da preparação vocal e Cristiana das coreografi as. “É um projeto que deu certo e que, lógico, necessita de muita gente envolvida, como equipe de produção, de figurino, de maquiagem, de divulgação, etc. Cada um tem um papel importante no grupo e sem essa participação individual o projeto talvez não se concretizasse”, fala Cristiana.

O grupo ao ser criado, conforme explicou Cynthia, deveria ter um signficado e um objetivo final. No caso do Refletir Cia de Artes, é buscar através da arte e da cultura as reflexões acerca de temas atuais que influenciam na vida, nos relacionamentos interpessoais, familiares e sociais. “O objetivo é suscitar a reflexão referente a problemas socioculturais e espirituais que permeiam a humanidade. Trabalhamos valores como a equidade, a justiça social, a dignidade, a integridade, a ética, a moral, a solidariedade, a família, o respeito e enfi m, o amor”, explica a psicóloga.

A pré-produção para o musical infantil “Festa na Floresta” que o grupo apresentará nos dias 15 e 16 e 22 e 23 de setembro, no Teatro Rotary, já está a todo vapor. O elenco está sendo definido, assim como os desenhos dos figurinos e dos cenários. Desta vez, a trupe quer abordar a discriminação e para isso falará de um elefante que sofre na pele o preconceito por ser grande demais.

“A peça vai falar de bullying, mas outros conceitos também serão trabalhados. Tais como a preservação do meio ambiente (a preocupação com a natureza), o respeito (as diferenças de cada um) entre outros”, antecipa Lilia, afi rmando que o último espetáculo apresentado pelo grupo aconteceu em dezembro de 2011, sob o título de “Picadeiro – Mais que Cores, a Verdadeira História” – que lotou as duas noites no teatro Rotary.

“Nossa intenção é essa: fazer arte com propósito. A finalidade é transmitir valores mais consistentes para a nossa sociedade e não ficar apenas no entretenimento, queremos algo a mais. Costumamos dizer que não fazemos apenas um espetáculo, por isso o Grupo se chama Refletir Cia de Artes”, afirma Lilia Jane.

Graciela Nasr

O grupo Refl etir Cia de Artes reunido, junto de suas três idealizadoras: ao centro, Cynthia Sousa (Psicóloga) e Lilia Jane Marques de Sousa (Pediatra); sentada da esquerda para a direita, Cristiana Soares (Arquiteta).

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