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Maio de 2012

Os trinta anos da Guerra das Malvinas

ASSUNTO DE VESTIBULAR

Para os britânicos, elas são as Falklands Islands. Para os argentinos, Ilhas Malvinas. O aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas reacendeu a memória de um confl ito que divide até hoje argentinos e britânicos. Em fevereiro, o governo argentino pediu a reabertura de negociações sobre a soberania das ilhas e acusou o Reino Unido de militarizar a área após o envio de um navio britânico. O arquipélago reúne 740 pequenas ilhas. São cerca de 3000 habitantes de 62 nacionalidades diferentes.

A guerra começou em 2 de abril de 1982 após a Argentina invadir o arquipélago que considera sua extensão territorial histórica. O país entende que, ao se tornar independente em 1822, passou também a controlar as ilhas, que pertenciam aos espanhóis. Já os britânicos afi rmam que dominam a região desde 1833, quando ocuparam e colonizaram o arquipélago.

Para os historiadores, o início da guerra foi a arma do ditador argentino, general Leopoldo Galtiere, para dar fôlego ao governo militar, já agonizante no país. A então primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, que enfrentava uma crise de popularidade, reagiu com força. No fi nal de abril, 28 mil soldados em 100 navios chegaram ao arquipélago para defender seus então 1.800 habitantes. A guerra, que durou 75 dias, só acabou em 14 de junho, com a rendição dos argentinos. Ao todo, 258 britânicos e 649 argentinos morreram no confl ito.

A Guerra das Malvinas teve muito mais importância simbólica e política do que importância militar. Na época, a guerra salvou a então Primeira-Ministra britânica Margaret Thatcher de perder seu posto, como ela própria admitiu mais tarde em suas memórias. Além disso, a Guerra das Malvinas foi um impulso fundamental na direção do Mercosul. O Brasil apoiou a Argentina no combate rompendo uma rivalidade histórica e isso levaria, sete anos mais tarde, à aproximação entre o Brasil e a Argentina, já na época da redemocratização.

Hoje em dia, as Malvinas continuam tendo importância. Para os britânicos, as ilhas representam a restauração de uma glória e um poder que pareciam perdidos no passado. Foi uma guerra expedicionária vitoriosa. Os britânicos, que deste a II Guerra Mundial observavam um declínio de seu poder internacional, viram na guerra uma indicação de que podem continuar a ser uma “luz no mundo”.

Na Argentina, as Malvinas representam para Cristina Kirchner, uma ferramenta política fundamental. O grito nacionalista pelas Malvinas, a ideia de coesão nacional, a ideia da reivindicação anti-imperialista, servem para o governo argentino esconder outros problemas. Afi nal, atacar o inimigo externo é sempre um instrumento político fundamental.

por Murilo de Pádua Andrade Filho

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