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Junho de 2011

Um prato que se come frio

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Após 9 anos, 7 meses e 20 dias dos atentados de 11 de setembro, os EUA tiveram sua vingança. Osama Bin Laden foi morto em um ataque das forças especiais americanas à mansão onde ele se escondia no Paquistão. O maior inimigo dos EUA nasceu na Arábia Saudita em 1957, filho de um milionário da construção civil.

Em 1979 mudou-se para o Afeganistão, invadido pela então União Soviética. Aliou-se aos rebeldes afegãos, chegando a receber apoio dos Estados Unidos contra os comunistas. Em 1988 fundou a rede al-Qaeda. Três anos depois, se voltou contra os Estados Unidos e o ocidente durante a 1ª Guerra do Golfo. Bin Laden passou a planejar ataques contra alvos americanos. Em fevereiro de 1993, a explosão de uma bomba na garagem do World Trade Center deixou 6 mortos.

Em 1998, afirmou que era dever de todo muçulmano matar americanos. Seis meses depois, bombas explodiram nas embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, causando 224 mortes e ferindo mais de 5000 pessoas.

O serviço secreto dos EUA tinha conhecimento de que a al-Qaeda planejava um ataque de grandes proporções. Só não sabia quando, nem onde. Aconteceu em 11 de setembro de 2001, com apoio do regime Talibã, do Afeganistão. Depois de 26 dias, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão à procura do terrorista, mas Bin Laden conseguiu escapar. Desde então, simpatizantes da al-Qaeda atacaram em diversos pontos do mundo, com centenas de mortos.

A morte de Bin Laden resolve o problema do terrorismo? Não, uma vez que é preciso haver a solução de um contexto histórico muito mais amplo. Um ponto nevrálgico das relações historicamente tensas entre o ocidente e mundo árabe é a questão do povo palestino. Uma das coisas que devemos nos perguntar sobre o terrorismo: qual é a razão do alistamento de pessoas nestes grupos? Primeiramente podemos citar a questão palestina, que alimenta o sentimento de frustração, de perda e humilhação dos povos árabes. Outra razão seriam aquelas ditaduras brutais (Egito, Tunísia, etc) que o ocidente patrocinava largamente. A eliminação destes dois problemas são elementos muito mais fortes no combate ao terrorismo do que a própria morte de Bin Laden.

Resta agora a questão. Com a morte do líder da al-Qaeda, o que irá prevalecer daqui em diante: o marketing assertivo dos EUA em dizer “terroristas, não mexam conosco, porque mais cedo ou mais tarde vocês serão mortos” (uma retórica mais belicista e opressora) ou a oportunidade para entender como, em certos países, a miséria, a exclusão e a opressão fomentam o aparecimento de núcleos armados, que têm muita afinidade com a al-Qaeda e outros grupos terroristas.

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