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Abril de 2011

Tragédia no Japão evoca Chernobyl, pior acidente nuclear da história.

Imagem de satélite do dia 17 de março, da GeoEye, mostra a usina nuclear de Fukushima.
Imagem de satélite do dia 17 de março, da GeoEye, mostra a usina nuclear de Fukushima.

Em 2011, a descoberta da energia atômica completa cem anos e o Japão vive um novo pesadelo nuclear. Um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, o mais forte já registrado no Japão, causou um tsunami que devastou a costa noroeste do país no dia 11 de março. Ondas de até 10 metros de altura arrastaram tudo que encontravam pela frente. Depois da tragédia, uma explosão destruiu a estrutura de concreto de um dos reatores da usina de Fukoshima, uma das 25 maiores do mundo. Em quatro dias ocorreram três explosões, provocando um alarmante vazamento nuclear. Desde então, as equipes tentam impedir o derretimento do núcleo dos reatores, o que causaria uma catástrofe.

Curiosamente, o país que mais sofreu com a experiência atômica é justamente o que mais utiliza este tipo de energia. O Japão tem mais de 50 reatores nucleares. Somente nos últimos dez anos foram registrados sete acidentes. Alguns não chegaram nem às páginas dos jornais. O ocorrido em março foi, sem dúvida, o mais grave, fazendo os japoneses temerem uma nova história dramática de luta contra um inimigo que não pode ser visto nem sentido, mas que está no ar: a radioatividade.

A descoberta do núcleo atômico foi um dos eventos científicos mais importantes da humanidade. Este importante marco foi o início de todas as aplicações da energia nuclear: geração de eletricidade, na agricultura, na medicina, na indústria, etc. Uma usina nuclear nada mais é do que uma instalação industrial que converte a energia térmica gerada nas fissões em eletricidade que usamos em nosso dia a dia. Quando uma pessoa é contaminada pela radioatividade, dependendo da quantidade e do tempo de exposição, ela pode ter desde uma queimadura na pele até um aumento da probabilidade de desenvolver algum tipo de câncer, porque a radiação nuclear interage com as células e pode causar deformação nas mesmas. A radiação, em pequenas quantidades pode até ajudar, como é o caso da radioterapia.

A maior tragédia nuclear da história aconteceu em abril de 1986. Uma falha em uma das turbinas da usina de Chernobyl, na antiga União Soviética, matou 47 pessoas poucos dias depois devido ao contato direto com a radiação, contaminou 600 mil pessoas e expulsou cerca de 200 mil moradores das áreas vizinhas. Os líderes do país tentaram esconder o ocorrido. Nos nove dias que se seguiram à explosão, a intensidade da radiação liberada foi mil vezes maior do que a da bomba atômica de Hiroshima. O mundo só tomou conhecimento do acidente quando a radiação foi detectada na Suécia. Uma nuvem radioativa se espalhou pelo leste europeu, chegando até áreas da Itália, Inglaterra e Alemanha. Isto abalou a confiança da população na energia nuclear. Vamos torcer para que a história não se repita.

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