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Nov/Dez 2019
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Informe Publicitário

Câncer de Intestino Grosso

  • Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que o câncer colorretal é o segundo tipo mais prevalente no mundo.

    CÂNCER DE INTESTINO GROSSO

    O  trato gastrointestinal é um longo tubo sinuoso, com início na cavidade oral (boca) e com fim na região anal, podendo ter de 10 a 12 metros de comprimento. O intestino grosso compreende a parte final do trato digestivo, com tamanho aproximado de 1,5 metro. Este pode ser comparado a uma ferradura, aberta para baixo, e se estende do final do intestino fino até o ânus. É dividido em ceco, cólon (ascendente, transverso, descendente), reto e ânus. 

    Qualquer parte do intestino grosso pode ser acometida por câncer. Os sinais e sintomas variam de acordo com a região afetada neste órgão. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo tipo mais prevalente no mundo. No Brasil, é o segundo mais comum entre mulheres e o terceiro entre homens.  Como fatores de risco para esta doença estão a idade, principalmente a partir dos 40 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio, alimentação rica em gordura animal, pobre em fibra e rica em corantes, além de obesidade e sedentarismo. Entre os hábitos protetores estão a dieta rica em fibras e laticínios e pobre em gordura saturada e carne vermelha. A realização de atividade física regular é outro fator protetor contra câncer colorretal.  

    Pessoas com anemia de origem indeterminada e que apresentem suspeita de perda crônica sanguínea no exame de sangue devem fazer endoscopia do aparelho digestivo para estudar o estômago (endoscopia digestiva alta) e o intestino grosso (colonoscopia), pois câncer de intestino grosso cursa com anemia na maioria dos casos. Mudança no hábito intestinal (diarreia e/ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes ou fezes escuras, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação são sinais de alerta.  

    Em caso de perda de peso sem razão aparente, cansaço, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar, deve-se suspeitar de tumor em cólon e reto. Diante desses sintomas, procure orientação médica.  

    Veja detalhes do intestino grosso na ilustração acima.
    Veja detalhes do intestino grosso na ilustração acima.

    Esses tumores podem ser detectados precocemente por meio de dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é recomendada a colonoscopia (exame de imagem que vê o intestino por dentro). Caso tenha parente próximo com a doença deve-se, se possível, realizar uma colonoscopia após 45 anos. 

    O diagnóstico de certeza é realizado através da biópsia da lesão durante a realização da colonoscopia.

    O tratamento da doença é feito de acordo com o grau da doença. Existem três modalidades de tratamento: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. A cirurgia, na maioria das vezes, é o tratamento inicial, retirando-se a parte do intestino afetada e as ínguas (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximas à região doente. A seguir pode-se complementar com quimioterapia e radioterapia. Em algumas situações o tratamento pode ser iniciado com radioterapia e quimioterapia seguida de cirurgia.  

    A cirurgia com a retirada da doença é a forma mais eficaz de tratamento curativo do câncer do intestino grosso. Quanto mais cedo se descobre a doença, maior é a chance de cura. Quando descoberta precocemente, a doença pode ser tratada apenas com cirurgia, sem a necessidade de radioterapia e quimioterapia. Se a doença está espalhada (metástases) para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.    

    Luiz Gustavo Hermógenes Pereira (CRM- MG 56246) é médico cirurgião oncológico. Formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, é especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande (MS) e cirurgião oncológico pelo Hospital de Câncer de Barretos (SP). Atende no Cion - Centro Médico Integrado em Oncologia e Cirurgia - Rua José Merchioratto, 174   -   4º andar  (35) 3521-9172 / 3529-3731 - www.cionpassos.com.br

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