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Janeiro/Março 2020
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Esporte e Saúde

BULLYING nas escolas qual o papel do professor de educação física?

  • Marcelo Campos Machado
  • Sem dúvida já ouvimos esta palavra em algum lugar, especialmente nos últimos anos, em que os meios de comunicação tem abordado com frequência esse assunto.

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    Considerado um fenômeno mundial, o bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, praticados por um único indivíduo ou por um grupo. Além das escolas , pode ocorrer nas faculdades, no trabalho, na vizinhança, dentre outros locais.
    Uma das formas de agressão que merece a atenção dos pais e professores é o que os especialistas chamam de cyberbullying, que é o uso de e-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores via celular. Além da propagação das difamações serem instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável, explica a médica psiquiatra Dra. Ana Beatriz Barbosa, autora do livro “Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas”.

    O professor de Educação Física deverá ficar mais atento no combate ao bullying, principalmente durante as aulas de atividades físicas, onde os menos hábeis ou mais frágeis são deixados de lado, ou então, ao tentar uma “inclusão forçada”, a culpa por uma possível derrota em um jogo pode fazer com que o aluno seja ridicularizado pelos colegas posteriormente. É preciso ficar atento a todas essas práticas durante as aulas.

    Ao estudar este fenômeno a fundo, percebe-se a importância do papel do professor de educação física no processo de identificação à definição das estratégicas para o combate ao bullying. De acordo com o professor Rafael Guimarães, doutorando na Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) e autor de um artigo científico sobre o tema, o professor de educação física tem muito a contribuir com outros professores, pois é o único docente que está presente em todas as etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

    Uma das inspirações para combater o bullying nas escolas, nos clubes, em outros ambientes é aproveitar a oportunidade do tsunami esportivo presente no Brasil e a propagação do esporte para inserir, adotar e implementar a Educação Olímpica  nas políticas públicas, projetos governamentais e programas pedagógicos. A motivação dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016, presente na mídia e na população brasileira, e a Educação Olímpica, calcada no fair play , na busca da excelência, no pluriculturalismo e no tema “grupo, mente e espírito”, vai contribuir para a reflexão e adoção de posturas éticas das crianças e jovens, explica o vice-presidente da Academia Olímpica Brasileira, Prof. Bernard Rajazman.

    Portanto, todos os educadores deverão combater este mal que assola as nossas escolas.

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