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Janeiro/Março 2020
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Eleições 2014

Respostas do candidato a Deputado Estadual Cássio Soares

  • Cássio Soares

    Foco – Quais as vantagens das cidades que têm deputado em relação às que não possuem um representante no legislativo?

    Cássio Soares – Nosso Estado, hoje, tem mais de 800 municípios. Por mais regionalizada e eficiente que seja a administração do Governo Estadual, é virtualmente impossível que se dedique a cada um a atenção devida, ouvindo regularmente as reivindicações e atendendo pontualmente às demandas. E esse é, também, o papel do deputado, que é a voz do povo de seu município e sua região não somente na Assembleia como defendendo os interesses e buscando os recursos necessários para atender diretamente ao que a cidade realmente precisa para melhorar a vida da sua gente. No meu caso, procuro estar próximo dos cidadãos e das lideranças regionais, ouvindo e percebendo as necessidades, para assim, levá-las junto ao executivo para que sejam tomadas as providências cabidas, agilizando os processos de liberação de recursos e encurtando o caminho entre o cidadão e as melhorias promovidas pelo poder público. Eu entrei para a política para fazer o bem, para falar a verdade, para melhorar a auto-estima do meu povo. E vou cumprir esse propósito todos os dias enquanto eu estiver na vida pública.

    Foco – O que pode ser feito para que Passos receba mais apoio e investimentos do governo do estado, considerando-se que a cidade é classificada pelo próprio governo como cidade polo?

    Cássio Soares – Por muito tempo nossa cidade ficou sem representação na Câmara e na Assembleia, e por isso uma série de recursos que eram dos passenses por direito deixou de ser repassado, gerando déficits em áreas de grande relevância para nós. Passos é uma cidade de grande porte, e deve ser tratada como tal. Nos últimos quatro anos, pudemos mudar radicalmente o cenário da nossa cidade, recebendo, enfim, um grande volume em recursos a serem aplicados em saúde, educação e infraestrutura. Podemos citar as obras nas nossas escolas, como a Caetano Machado, que há mais de 12 anos aguardava por uma reforma e em 2013 recebeu quase R$1 milhão para readequação do prédio. Tem também a Santa Casa que recebeu, de uma só vez, o maior recurso de sua história, foram mais de R$ 3 milhões para a compra de 28 leitos de UTI, além do credenciamento do hospital do coração, assim como diversas ações viabilizadas para o nosso município, somando mais de R$ 20 milhões em investimentos em três anos. Para seguirmos no caminho do desenvolvimento e do trabalho constante para a promoção da melhoria da qualidade de vida dos passenses, é necessário manter essa representatividade.

    Foco – O que pode ser feito na Assembleia Legislativa para resolver o problema das antigas reivindicações dos professores estaduais em relação à cargos e salários, como também pela falta de segurança nas escolas?

    Cássio Soares – Em meu mandato como deputado procuro ouvir e atender às necessidades dos professores e profissionais da educação. Eu ainda busco melhorar a qualidade do ambiente de trabalho para que tenham condições dignas para lecionar, buscando recursos para a reforma dos prédios precários, construção e coberturas de quadras, para novos mobiliários e também para a aquisição de sistema de segurança. Tudo isso é muito importante. Porém, para se ter uma educação de qualidade, é preciso professores bem preparados e motivados, através de uma boa remuneração. Recentemente o Governo Federal implantou o Piso Salarial da Educação, mas não indicou os recursos para o devido pagamento aos professores. É fundamental o repasse da União para que os Estados possam cumprir definitivamente o valor mínimo satisfatório para uma boa remuneração dos profissionais da educação.

    Foco – O agronegócio e a agricultura familiar ainda são os pilares da economia de boa parte das cidades da região. O que pode ser feito para fortalecer esse segmento da cadeia produtiva local?

    Cássio Soares – Desde o início do mandato, defendo posicionamentos e ações em prol dos agricultores da nossa região, principalmente aqueles que mais sofrem com a falta de incentivos e de políticas públicas voltadas para o setor. Em um cenário complicado como o atual, com graves problemas relacionados à instabilidade do clima, burocratização e migração da criminalidade para o campo, defendo que o executivo deve ter participação ativa junto aos agricultores. Isso pode ser feito facilitando financiamentos com juros compatíveis e possibilitando, através de programas de fomento direcionados ao setor, formas de agregar valor aos produtos, diversificando o negócio e tornando o mercado mais lucrativo. Para a segurança no campo, é necessário o aperfeiçoamento das patrulhas rurais. Cada vez mais se faz necessária uma política séria de valorização da agricultura, tendo em vista a importância do setor para a economia da região, e também pelo fator social, visto que é uma das áreas que mais emprega na região sudoeste, seja direta ou indiretamente.

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