Última Edição
Nov/Dez 2019
 Nov/Dez 2019

Informe Publicitário

Parto Humanizado

  • Parto humanizado é aquele no qual a mulher é considerada e tratada como protagonista deste magnífico evento biológico, fisiológico, psíquico, social, cultural e até espiritual que é o parir e nascer. Humanizar é respeitar os anseios da grávida, preparando com ela um plano de parto que contemple seus desejos após esclarecimento de suas dúvidas.

    Assim, não se trata apenas de partos domiciliares, naturais, com pouca iluminação e com a presença do pai. Um parto hospitalar, induzido ou por cesariana também pode e deve ser humanizado.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), na assistência ao parto é necessário um ambiente acolhedor, que permita privacidade e apoio familiar, e também ofereça assistência adequada se surgirem complicações.

    Desta forma, uma equipe mínima de assistência adequada deve incluir um obstetra, uma enfermeira obstetra, um pediatra, um anestesista e assistentes de apoio, todos presentes durante todo o tempo do trabalho de parto. O local deve estar próximo a hospital ou ser equipado com sala cirúrgica.

    A parturiente deve ser estimulada a não permanecer somente deitada, ingerir alimentos e líquidos leves, e utilizar métodos não farmacológicos para alívio da dor como massagem nas costas, banhos e exercícios realizados em aparelhos específicos.

    O Brasil é um país onde cerca de 38% dos partos são feitos por meio de uma cesariana o que é mais do que o dobro preconizado pela OMS .

    Dra. Cynara Maria Pereira

    Vários estudos mostram que a cesariana acarreta maiores riscos para o recém nascido e para a mãe. Por ter sido retirado do útero antes do momento adequado, podem surgir problemas respiratórios e necessidade de permanência em UTI neonatal. Outras complicações poderiam ocorrer durante a retirada do feto do útero, aumentando o risco de hemorragia intracraniana e outros traumas. Também há maior dificuldade para a amamentação, já que o contato precoce entre mãe e filho é dificultado. 

    Já para a mãe, o parto operatório faz com que ocorra uma maior perda de sangue podendo levar à anemia. Existe também a possibilidade de uma hemorragia por lesão em vasos sanguíneos próximos à abertura realizada no útero. Apesar do uso de antibiótico para prevenir infecções, esta é uma possibilidade real, principalmente em mulheres diabéticas, obesas, tabagistas e desnutridas.

    Outra complicação potencial é a trombose venosa profunda, já que a anestesia deixa a mulher imobilizada por várias horas. Não se pode questionar a importância desta cirurgia na evolução da obstetrícia, já que até ser finalmente utilizada para o parto em fetos vivos, muitas mulheres perderam seus filhos e outras tantas morreram durante o trabalho de parto.

    É fato que o parto normal também pode trazer inúmeras complicações quando mal assistido.

    A redução da mortalidade materna é a quinta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O Brasil tem altos índices de mortalidade materna e nos últimos anos, reduziu de maneira tímida este importante indicador da qualidade de saúde e assistência à população.

    É necessário um esforço amplo do governo e dos setores responsáveis da comunidade no sentido de implantar as condutas que, segundo as melhores evidências científicas poderão garantir a boa assistência ao pré-natal, parto e puerpério.

    Tel.: (35) 3522-9749
    e-mail: [email protected]
    Av. Dr. Breno Soares Maia, 238 - Sl. 600 - Passos - MG

    © 2019 Foco Magazine. Todos os direitos resevados.