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O novo comandante do 12º Batalhão - ed. 62 - junho/2010

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    Ele é nascido e criado em Passos. Aos 43 anos, tem uma bela folha corrida de serviços prestados à comunidade. Considera-se inquieto e é extremamente prático no seu dia a dia. Quando não está trabalhando, gosta mesmo é de jogar futebol, ler e apreciar um bom filme, aliás, um dos passatempos preferidos. É casado, pai de duas crianças e apaixonado pelo seu ofício. O Tenente Ronaldo Resende dos Anjos é o novo Comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Passos. Na entrevista concedida à revista Foco Magazine ele fala, entre vários assuntos, do seu maior objetivo frente ao BPM e do desafio de manter e reduzir os indicadores criminais de Passos e da região.

    Ronaldo Resende dos Anjos é do dia 4 de novembro de 1967, “Dia do Inventor”. Estudou na Escola Estadual Dr. Wenceslau Braz, que hoje é Escola Municipal Professora Francina de Andrade, no Colégio Tiradentes e formou-se em Matemática na Faculdade de Ensino Superior de Passos (FESP). Os cálculos sempre o fascinaram, mas a vontade de ajudar a comunidade falou mais alto e Ronaldo optou seguir carreira na Academia da Polícia Militar de Minas Gerais. Também fez faculdade de Direito em Franca e na Fundação João Pinheiro, cursou Especialização em Segurança Pública.

    Sua gestão está sendo pautada por muito comprometimento com as questões da comunidade, da Segurança Pública. Essa proximidade com as pessoas, esclareceu Ronaldo, reduz o medo e aumenta a segurança do cidadão. O trabalho, segundo o Comandante Ronaldo, é nas ruas, ou seja, prevenindo crimes e promovendo a segurança para as pessoas. “Temos que trabalhar com simplicidade, racionalidade, com gestão e definição de objetivos.”

    FOCO: Quem o inspirou a seguir a carreira policial? Alguém em especial?

    COMANDANTE RESENDE: Meu pai e os amigos policiais de meu pai, Rafael Resende de Souza, mais conhecido por “Taé”, Subtenente da Polícia Militar de Minas Gerais.

    FOCO: Desde sempre quis seguir essa carreira ou já quis ter outra profissão? Qual?

    COMANDANTE RESENDE: Não, quando cursava o Ensino Médio (antigo Colegial) tinha interesse em ser engenheiro, arquiteto ou piloto da Força Aérea Brasileira. Entretanto, após realizar o Tiro de Guerra em Passos, optei pela carreira de Policial Militar, participando do Concurso ao Curso de Formação de Oficiais.

    FOCO: O Sr. é muito novo para já ser Comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Passos. Como foi a posse? É um sonho realizado?

    COMANDANTE RESENDE: Assumi o Comando do 12º Batalhão no dia 3 de fevereiro de 2010 e não me considero “novo” para ser o comandante do 12º Batalhão, pois possuo 23 anos de serviços prestados a PMMG; sendo 20 anos como Oficial (Tenente a Tenente Coronel). Exerci várias funções inerentes ao comando na instituição, tanto operacionais como administrativas, aí incluídas comandos de Pelotão, Companhia, Seções Administrativas de Assessoramento a diversos comandantes; subcomandante do 12º BPM e 24º BPM (Varginha); docência e formação na PMMG. Também realizei diversos cursos ao longo da carreira que me proporcionaram conhecimento e experiência para minha atual função. Posso dizer que é um sonho sim, comandar o 12º BPM, pois é o local onde praticamente passei a minha infância e adolescência. É uma unidade intimamente ligada a minha família e ainda um sonho de todo cadete quando ingressa na Academia, que é comandar um Batalhão da Polícia Militar.

    FOCO: Quais são suas metas e objetivos principais?

    COMANDANTE RESENDE: Com certeza, cumprir de forma legal, leal e conforme a missão da Polícia Militar de Minas Gerais, que é assegurar a dignidade da pessoa humana, as liberdades e os direitos fundamentais, contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor estado para se viver. A visão (sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais, motivo de orgulho do povo mineiro) e os valores (respeito aos direitos fundamentais e valorização das pessoas; ética e transparência, excelência e representatividade institucional, disciplina e inovação, liderança e participação, coragem e justiça) que pretendemos traduzir em redução dos índices criminais em Passos e nas outras dezenove cidades que integram o 12º Batalhão da Polícia Militar.

    FOCO: Em quais municípios o Sr. atuou antes de retornar a Passos? A experiência foi positiva?

    COMANDANTE RESENDE: Servi em duas ocasiões: em Alfenas, sendo que de 2005 a 2008 comandei a Companhia Especial em Alfenas. Carmo do Rio Claro (Comando de Pelotão Especial). Varginha (Subcomandante de Batalhão) e ainda em Belo Horizonte. A experiência nestas cidades foi ótima, pois atuamos com outros companheiros, novas experiências, outras realidades e outros desafios.

    FOCO: Como funciona o processo para ser um Comandante? É por votação, por tempo de serviço ou por indicação?

    COMANDANTE RESENDE: É por designação do Senhor Comandante Geral da PMMG. No caso de Batalhão, o Comando é do Tenente Coronel.

    FOCO: Na sua opinião, o que um policial que pretende chegar a Comandante precisa ter em mente?

    COMANDANTE RESENDE: Que é um enorme desafio. Tem que ser humilde, ser paciente quando da tomada das diversas decisões, respeito a si próprio, com os subordinados, com os superiores. O estudo tem que ser constante, e lembrar que qualquer comando, desde um destacamento (Comando por um Sargento) até de Batalhão é de grande responsabilidade. É uma tarefa solitária em muitos momentos, mas que deve ser exercida com prazer e dedicação.

    FOCO: Deve ser difícil trabalhar num cargo que requer muita responsabilidade. O que mais pesa na sua opinião? O fato de ser passense ajuda ou dificulta na execução dos seus propósitos?

    COMANDANTE RESENDE: O que mais pesa são as expectativas do público interno (superiores, subordinados, companheiros) e externo (autoridades constituídas e comunidade em geral). Mas é bom, pois não nos permite desviar da missão e dos valores da instituição Polícia Militar. O fato de ser passense é indiferente, pois nosso “norte” é a Lei. Claro que em alguns momentos irá ajudar ou mesmo dificultar, mas tais circunstâncias ocorreriam mesmo com outro profissional que não fosse passense.

    FOCO: Acha que a criminalidade em Passos é alta em relação a outras cidades do mesmo tamanho? Como o Sr. enxerga essa situação da criminalidade e da violência no município?

    COMANDANTE RESENDE: A criminalidade em Passos não é alta quando comparamos com outras cidades do mesmo porte em Minas Gerais. Contudo, quando é aferido os dados de Passos dos anos de 2008 e 2009, observamos que cresceram notadamente crimes contra pessoa (homicídio, por exemplo) e contra o patrimônio (roubo a mão armada). Porém, no quadrimestre de 2010 com muito trabalho diuturno dos nossos valorosos policiais militares, conseguimos reduzir substancialmente os índices mencionados. Evidentemente que há uma integração com a Polícia Civil e apoio do Ministério Público, do Poder Judiciário e demais órgãos do sistema de Defesa Social. Mas temos que avançar, especialmente no combate ao tráfico de entorpecentes.

    FOCO: Como é o “homem”, o “amigo” Resende? Inquieto, calmo, temperamental?

    COMANDANTE RESENDE: Inquieto, trabalhador e prático.

    FOCO: O que o Sr. gosta de fazer nas horas de lazer?

    COMANDANTE RESENDE: Curtir minha família, jogar um futebol (atividade que antes praticava com mais frequência) e a filmes (quase um cinéfilo) e também ler.

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