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Nov/Dez 2019
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Informe Publicitário

Fratura por stress

  • Os registros apontam para até 20% de incidência entre todas as lesões esportivas e aproximadamente 4,7% a 15,6% em corredores(3). Porém esta patologia também pode acometer atletas recreacionais e pessoas não-atletas.  A maior parte acontece nos membros inferiores, sendo tíbia, fíbula distal e metatarsos (ossos do pé) os sítios de fratura mais comuns(2).
     
    Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:
     
    -desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
    -amenorréia (ciclo menstrual ausente);
    -osteoporose.
     
     
    Mas, afinal, o que é fratura por stress?
     
    As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto.
     
    Por que acontecem?
     
    Fratura de stress visualizada já no Rx, no 5 metatarso do pé.
    Fratura de stress visualizada já no Rx, no 5 metatarso do pé.

    As fraturas de estresse podem se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (essa é a  principal causa.).

    A fadiga e o desequilíbrio muscular são os principais responsáveis por essas fraturas, pois a redução da absorção do impacto sobre o osso - devido à fraqueza muscular ou à falha na absorção - gera um aumento do estresse em pontos focais (fratura microscópica) e, se não corrigido a tempo, pode levar à fratura macroscópica (possível de ver no raio-x). 
    Existem outras causas que devem ser investigadas, pois diversos são os fatores que contribuem para a patogênese da doença. Eles podem ser classificados em dois subtipos: intrínsecos e extrínsecos. Em geral, os fatores extrínsecos estão relacionados ao tipo e ritmo de treinamento, ao uso de calçados e equipamentos esportivos, condicionamento físico,  local de treinamento e à temperatura do ambiente. Já os fatores intrínsecos incluem idade, sexo, raça, densidade e estrutura óssea, equilíbrio hormonal, menstrual, metabólico e nutricional, ritmo de sono e doenças do colágeno.  
     
    O que se sente?
     
    Fratura de stress na tíbia visualizada na ressonância magnética.
    Fratura de stress na tíbia visualizada na ressonância magnética.

    A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas:

    uma área generalizada de dor no membro acometido,
    enfraquecimento e dor ao pisar (carga);
    edema e equimose (roxo) são raros.
     
     As setas em vermelho mostram a área de micro-fraturas em tíbia, numa imagem de ressonância magnética.
     
    Como se trata?
     
    O tratamento na maioria das vezes é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.
    Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária. 
    Para o sucesso do tratamento, o diagnóstico precoce é fundamental.
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