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Nov/Dez 2019
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Natal em Família

  • Natal em Família

    Mais um ano se passou e cá estamos nós na expectativa de celebrar o Natal com os familiares na mais completa paz e harmonia. E começamos a planejar os presentes, a decoração, o cardápio... Teremos a oportunidade de encontrar os parentes que moram fora, conversar com todos, por o assunto em dia, matar a saudade, desfrutar de momentos felizes juntos, confraternizar... Ótimo, não? Pena que na prática as coisas nem sempre sejam tão simples assim.

    Os reencontros de famílias são sempre momentos complexos, quanto maior o número de pessoas, maior a chance de conflitos e da ceia literalmente desandar, pois família é um “prato” dificílimo de preparar. Os problemas começam bem antes da reunião em si, a começar em que casa ou lado da família irão passar: Com a família do marido? Com os parentes maternos ou paternos? Convidaremos tios (1° e 2° graus), avós, amigos ou será só a família mais próxima?  Ou ainda (em função de outras experiências frustradas), viajaremos com os filhos para “escapulir” das festas?
     
    Ou seja, a reunião pode variar de mais ou menos cem a cinco pessoas, tudo depende da escolha que fazemos...
    Infelizmente, para muitas famílias as confraternizações, frequentemente, são sinônimo de muitas bebidas, ninguém conversa de fato, ou quando o fazem é para dar “alfinetadas”, cobrar, reclamar... e, “lavar a roupa suja”. É quando antigas mágoas vêm à tona, incompatibilidades se fazem relembrar, dívidas são cobradas, comentários desagradáveis são feitos, problemas com a divisão da herança vêm à tona...
     
    As celebrações em família têm como objetivo fortalecer os laços, compartilhar memórias (só os nossos familiares conhecem a nossa história), elaborar e reelaborar a nossa vida a partir das nossas origens, são momentos muito especiais, significativos, em que temos que estar desarmados, motivados a dar uma trégua... Assim sendo, resolvi fazer uma lista de dicas para que vocês não percam o foco da razão de estarem reunidos, de muitos terem viajado centenas de quilômetros para comemorar o nascimento de Cristo com a família.
     
    1 - Planeje com antecedência, distribua tarefas, não crie muitas expectativas, esteja descansada no dia, escolha um cardápio tradicional e que contenha pratos que todos gostem, sirva bebidas leves e com moderação (álcool e família não combinam).
     
    2 - Antes da festa reúna com as pessoas mais diplomáticas e peça ajuda para neutralizar os mais difíceis.
     
    3 - Todos nós sabemos os potenciais focos de conflitos e as pessoas que estarão envolvidas, assim sendo, antes da festa, dê um telefonema caloroso e motivador para elas e relembre os motivos pelos quais estão se encontrando, promova a concórdia, a paz, a fraternidade...
     
    4 - Tome cuidado com as suas palavras e comentários, os mesmos podem ser fonte de constrangimentos e mágoas.
     
    5 - Exercite a moderação, paciência e autocontrole com os parentes complicados, cumprimente-os no início e procure manter uma distância segura.
     
    6 - Releve pequenas indiscrições, irritações, indiretas... E se a iniciativa de confronto partir do outro, cabe a você decidir se haverá ou não uma discussão.
     
    7 - Preocupe-se menos com detalhes (o tempero de um prato, ter entornado um vinho na toalha de banquete, o atraso de alguns, o mau humor de outros...)
     
    8 - Agora relaxe, aproveite o momento para construir pontes que nos leve até o outro e não muros que nos defenda e distancie dos familiares, aproveite para celebrar e perceba que enquanto tivermos família não estaremos sozinhos. E mesmo que tenhamos diferenças, nas horas difíceis sabemos que podemos contar com eles, afinal somos sangue do mesmo sangue.
     
    por Gizele Rabelo

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