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Esporte e Saúde

Mercado do Futebol

  • Marcelo Campos Machado
  • Teve início no mês de maio, o maior campeonato de futebol do mundo - o Brasileiro.

    Teve início no mês de maio, o maior campeonato de futebol do mundo - o Brasileiro. Para alguns especialistas, o campeonato mais equilibrado. Para se ter uma ideia, nos últimos 3 anos, 3 equipes; São Paulo, Flamengo e Fluminense ergueram a Taça de Campeão. Mesmo com este equilíbrio e claro, com muitas emoções, as empresas parceiras dos clubes tem, a cada ano que passa, sumido do cenário futebolístico. A LG patrocinava o São Paulo, a SAMSUNG, Palmeiras e Corinthians, a BATAVO, o Flamengo e Corinthians, a PANASONIC, o Santos, a PETROBRAS parceira de 24 anos com o  Flamengo, todas estas empresas estavam estampadas nos uniformes destes grandes clubes, porém nos últimos 12 meses, houve uma evasão de empresas neste setor. Somente o Santos conseguiu neste início de ano, fechar uma cota máster com uma instituição financeira no seu uniforme-BMG. “O mercado está inflacionado, o valor está alto. Quando o Corinthians fechou a camisa por um valor elevado e jogou o padrão para cima, muitas empresas fizeram as contas e tiraram o pé” analisa Oliver Seitz, pesquisador da universidade de Liverpool e diretor de marketing do Coritiba. A mudança de comportamento das empresas com o futebol aconteceu, principalmente, em 2009, quando o Corinthians iniciou a “operação Ronaldo”, para financiar a permanência do jogador no time. Contratado pelo clube em dezembro de 2008, o atacante assinou contrato para receber na temporada seguinte um valor fixo e um percentual dos aportes que a equipe conseguisse além da cota máster. Foi então que começou o loteamento do uniforme corintiano (tornando até a axila um espaço negociável), elevando o valor recebido pelo patrocínio, mas mudando significativamente a relação das marcas com o futebol. Um levantamento feito com as cinco principais ligas de futebol na Europa, demonstra que na Alemanha, o segmento que tem maior quantidade e patrocínios em uniformes é o das companhias energéticas. Na Inglaterra, os bancos lideram os investimentos, na Espanha e na Itália, as casas de apostas e na França tem uma maior maleabilidade de patrocinadores. Para o torcedor, esta diminuição de exposição de marcas na camisa de seus clubes, foi benéfi ca, tanto o Flamengo,  quanto o São Paulo, pois, tiveram um aumento signifi cativo de vendas destas camisas . As empresas esportivas, Reebok (São Paulo) e Olympikus (Flamengo), apostaram nesta fatia do mercado e até hoje vendem camisas “limpas” sem a marca dos patrocinadores. Entre a preocupação com os valores infl acionados e a cobrança por uma entrega mais condizente com as necessidades das empresas, porém, ainda há um consenso entre os profissionais do mercado: o futebol ainda é um segmento que oferece excelentes possibilidades para as marcas, mesmo com o preço alto, o que falta é seduzir as empresas de maior poder financeiro do país. 

    Marcelo Campos Machado

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