Última Edição
Janeiro/Março 2020
Janeiro/Março 2020

Mulher

Boa Viagem

  • .

     

    Adoro uma frase de Santo Agostinho, pois ela vem completamente ao encontro de meus pensamentos. Segundo ele “O mundo é um livro. Aqueles que não viajam lêem somente algumas páginas.” Adoro viajar, sou leitora voraz e conheci muito dos roteiros, que hoje já tive o prazer de conhecer pessoalmente através dos livros. Fazendo um trocadilho: quem lê viaja e quem viaja lê. E viajar para mim é aprender sobre história e a cultura de um povo impressa nos seus monumentos, na sua arquitetura e culinária, ou seja, é folhear o livro da vida.

    O contato com as diferenças culturais, religiosas, gastronômicas nos faz mais tolerantes, talvez até mais humildes. Quando viajamos nos despojamos dos nossos papéis sociais. Ao fi carmos sem horários, sem obrigações rotineiras nos sentimos mais livres, observadores, abertos... Ao sairmos da rotina arejamos nossas mentes, revemos velhos e desgastados padrões. Enfi m, viajar é a melhor forma de oxigenar (literalmente) o cérebro, reavaliar condutas pessoais, traçar novas metas, se auto conhecer... E assim, ao retornar ao trabalho e aos problemas do diaa- dia, é possível estar em melhores condições para conseguir soluções mais adequadas aos dilemas que nos atormentam.

    Para Alain de Botton: “Não é necessariamente em casa o melhor lugar para encontrar o nosso verdadeiro eu. A mobília insiste em que não podemos mudar, porque ela não muda, o cenário doméstico nos mantêm atrelados à pessoa que somos na vida comum, mas que pode não ser quem somos na essência.” Viagens curtas ou longas, caras ou econômicas, tradicionais ou exóticas podem ser ótimas ferramentas para operar as transformações pessoais que tanto almejamos. E se de todo não der para colocar o pé na estrada, tente implementar mudanças na rotina, reveja seus hábitos e itinerários, mude os móveis de lugar, leia bons livros, assista fi lmes, faça em casa experiências gastronômicas, explore sua cidade e entornos (vale até hospedar-se por um fi nal de semana, em um hotel local e bancar o turista).

    Ao viajar, um ponto importante é a escolha da companhia, pois, viajar é aproveitar os melhores programas levando em conta seu gosto pessoal e suas vivências anteriores. Tenho um ótimo companheiro de jornada e viagem que é meu marido, temos gostos muito parecidos e apreciamos as mesmas coisas. Adoramos fazer longas caminhadas explorando as cidades, estudamos a história dos países e cidades a serem visitados, experimentamos a culinária local, acordamos cedo para aproveitar a luz do dia (na Europa, no verão) o dia clareia às 5 horas e escurece às 22 horas, o que nos dá 17 horas para aproveitar cada canto da cidade.

    .

     

     

    .

     

    Gizele Rabelo
    Terapias do auto conhecimento e da maturidade
    (35) 3522-0339

    © 2019 Foco Magazine. Todos os direitos resevados.