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Nov/Dez 2019
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Mulher

Então é natal

  • Sou cinéfila de carteirinha, inclusive já fiz o curso de Semiótica do Cinema. E sou muito exigente e seletiva com os filmes que assisto, odeio maniqueísmo e pieguismo tanto no cinema quanto na literatura.

    Porém tenho uma fraqueza secreta, quando chega o mês de Dezembro me pego consultando a programação do dia em busca de filmes sobre o Natal. Claro que a princípio busco os bons filmes, porém... na falta desses vale qualquer filme, até mesmo aqueles bem maniqueístas, piegas e com todos os clichês de transformações possíveis. E ... devo confessar, em segredo, que acabo gostando e me emocionando no final. Como não conseguia entender esta minha “fraqueza”, resolvi analisá-la. E descobri que a mesma tem a ver com a minha crença na bondade e capacidade de transformação do ser humano. É acreditar, de fato, que o natal tem uma energia incrível que cria pré condições para auto-análises e mudanças. Quando criança adorava comerciais de natal e chegava às lágrimas quando os atores da Globo cantavam: “Este ano quero paz no meu coração, quem quiser ter um amigo que me dê a mão...” O tempo passa... e eu continuo torcendo para que os ideais dessa música prevaleçam. Será sonhar demais querer que a paz, a solidariedade, a caridade, a fraternidade... movam e mobilizem as pessoas o ano todo? E com resquício da criança, que faço questão de manter viva em mim, me pergunto, perplexa, por que não é assim?

    Para mim, se todos somos fi lhos do mesmo pai, Deus, logo somos todos irmãos, uma grande família, que como toda boa família tem suas desavenças e diferenças, mas também tem muito amor e muita ternura. Se Jesus, fi lho de Deus, logo nosso irmão, em um ato de extrema generosidade veio a terra para nos orientar e ensinar e deu sua vida por nós, por que não podemos ter mais compaixão pelo nosso próximo, mais amor, respeito, tolerância, consideração... e menos rancor, preconceitos???

    Sou otimista e acredito que todos nós temos uma parte boa. E lá no fundo ela está louca para vir à tona. Temos que deixar as diferenças e mágoas para trás acreditando, fi rmemente, que... “Como todo dia nasce, novo em cada amanhecer”... e construir uma nova história, um futuro diferente e uma humanidade melhor.

    Não se esqueça das palavras de Frei Beto: “Natal é quando o coração se torna a manjedoura e, aberto ao outro, abraça, acarinha...“ Aproveite e refl ita sobre os ensinamentos do aniversariante, que a meu ver, se resumem à caridade, solidariedade, humildade, ou seja, às virtudes contrárias ao egoísmo e orgulho. Abandone tudo que te impede de ser você mesmo e ser feliz. Reveja seus padrões. Abra as portas do coração e permita que esta energia transformadora entre. Faça de 2012 um ano especial.

    Aqui fica o meu presente a todos vocês, a minha sugestão dos melhores filmes de Natal de todos os tempos:

    1º - Feliz Natal (2005) de Phillipe Carrion
    2º - Natal Branco (1954) de Michael Curtiz
    3º - A Felicidade não se Compra (1946) de Frank Capra
    4º - Fany e Alexander (1982) de Ingmar Bergman
    5º - Simplesmente Amor (2003) de Richard Curtis
    6º - Milagre na rua 34 (1994) de George Seaton
    7º - O Estranho Mundo de Jack (1993) de Tim Burton

    Bom filme, feliz Natal e próspero Ano Novo.

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    Gizele Rabelo
    e-mail:[email protected]
    Terapeuta da Maturidade
    (35) 3522-0339

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