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Encontro de talentos

Cantor Alex Reis conquista espaço entre os sertanejos

  • Com uma carreira solo de nove anos, o passense vem se apresentando nos mesmos palcos de famosos nacionais, como Milionário e José Rico, Fernando e Sorocaba, Nalva Aguiar, o ícone da música raiz Tinoco e o padrinho Juliano Cézar.

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    Um sonho acalentado desde a infância vem se tornando realidade para um artista de Passos, Alex Reis, que cantava escondido no quarto da mãe, de frente para o espelho do guarda-roupas, muito tímido. Depois de experimentar diversos estilos, cantando em bailes e shows como integrante de banda musical, esse menino decidiu apostar no desejo de entoar versos sertanejos e tentar ser como seus ídolos.  Essa decisão aconteceu nove anos atrás, quando Alex, um dos sete filhos de Lúcia de Souza Reis e Antônio das Graças Reis, se lançou como cantor solo. Desde então, já são cinco CDs e três DVDs lançados, além de inúmeras apresentações na região de Passos e até fora de Minas Gerais.

    Apesar desse currículo e do trabalho que vem fazendo, Alex Reis ainda tem uma longa estrada pela frente para se consolidar entre os intérpretes sertanejos de prestígio, como o amigo e passense de criação Juliano Cezar, o qual considera como um padrinho, por lhe abrir as portas do gênero em nível nacional. E há quem ache os estilos de ambos parecidos, o que não o incomoda. “O Juliano é meu padrinho musical e fico feliz em ser comparado a ele, que é considerado uma das mais belas vozes da música sertaneja”, comenta o cantor.

    Antes de ser artista, Alex Reis já trabalhava duro. Ele começou a ganhar a vida entre os sete e oito anos de idade, como engraxate. Depois o cantor foi tapeceiro, lavador de carros num estacionamento, onde foi promovido a vendedor.

    Ainda criança, o sertanejo foi motivado por sua mãe a cantar em público – ela o havia descoberto cantando no quarto e tratou de ajudá-lo a acabar com a timidez. “A primeira vez que cantei em público foi em Nova Resende, terra de minha mãe, numa festa de batizado de um primo. Ela prometeu me dar um violão, que não veio até hoje”, recorda entre risos, reconhecendo o gesto da dona Lúcia.

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    Cantor Alex Reis conquista espaço entre os sertanejos.

     

    “Se não fosse por ela, talvez eu estivesse no anonimato até hoje”, observa, recordando extintos programas de televisão que o motivavam, como Canta Viola (com Marcelo Costa) e Som Brasil (Rolando Boldrin/Lima Duarte), e cantores-mirins da época (Donizeti e Luís Miguel).

    Alex Reis também trabalhou em rádio (Rádio Sociedade Passos), ao mesmo tempo em que integrava bandas de baile ou atuava como cantor de apoio para duplas locais, como Juliano e Cleiton, e o grupo Estrutura Base, do colega Fão. “Já cantei vários estilos, mas a minha paixão sempre foi a música sertaneja”, diz.

    “Quando saí da rádio, resolvi investir na carreira solo”, acrescentou, contando que nessa época chegou a cantar no clube Fivela de Ouro, reduto sertanejo em Batatais (SP).

    Nesses nove anos como cantor solo, o passense conseguiu colocar várias músicas na grade de programação de rádios em Passos e região, entre elas uma composição sua (Transa de Momento), e agora trabalha na divulgação de seu novo CD (o 6º da carreira), que está prestes a ser lançado, contendo três carros-chefes: Vagalume (Ademir Rico), Alegria no Boteco (Daniel “Gravodisk”) e Tudo Investido (Lourenço e Tabai). “Eu sou bem eclético no sertanejo, pois canto desde música raiz até a atual, para agradar a todos os gostos”, explica a mescla de estilos do novo CD.

    O grande momento da carreira até agora, para Alex Reis, foi subir ao palco da exposição agropecuária do Sindicato Rural de Passos no ano passado, um sonho de criança que ele realizou em dose quádrupla: cantou com seus ídolos Milionário e José Rico, Fernando e Sorocaba, Juliano Cezar e ainda gravou seu terceiro DVD. “Milionário e José Rico são os ’reis’ para nós sertanejos”, comenta, emocionado.

    Incentivado e convidado por Juliano Cezar, Alex Reis percorreu alguns estados brasileiros levando sua música. Juntos, eles cantaram no Paraná, São Paulo e Goiás. Na capital Goiânia, o artista participou da festa de aniversário da agência em que mantém um contrato de representação para shows, a Mania Musical.

     

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    Alex Reis

    A televisão é outro palco em que Alex Reis também conseguiu se apresentar. Mais uma vez através de Juliano Cezar, no seu programa Rota Sertaneja (Band), em 2010, e com Teodoro e Sampaio, na atração da dupla “Amigos de Teodoro e Sampaio” (transmitido por emissoras regionais da Band).

    Outro grande momento de sua carreira foi ter sido convidado para um show de tributo a Tinoco, irmão e parceiro do falecido Tonico, a dupla de raiz mais conceituada do Brasil. “Foi uma homenagem no Vila Country e cantei Tristeza do Jeca com ele”, conta Reis, que dividiu o palco também com outros nomes famosos do meio sertanejo, entre eles os de Jayne, Nalva Aguiar, Roberta Miranda e o amigo Juliano Cezar.

    Em Passos, o cantor vem conquistando fãs e se firmando no mercado de entretenimento, tanto que por aqui ele gravou seus DVDs, como o mais recente, gravado no CPN neste ano e que está em fase de pós-produção, com previsão de lançamento em dezembro. “Falam que santo de casa não faz milagre, mas eu não tenho nada a reclamar do povo de Passos, que sempre me apoia nos meus shows”, disse.

    Apresentações com boa audiência Alex Reis vem fazendo também em cidades da região, como a de 14 de maio deste ano, numa pousada em São João Batista do Glória. O artista também já esteve Piumhi, Capitólio, Nova Resende, Bom Jesus da Penha, Alpinópolis e Delfinópolis. “Apesar das dificuldades, graças a Deus estou fazendo um trabalho que eu gosto e que é meu”, avalia.

    Mas apenas cantar junto com as duplas e cantores famosos e o sucesso que vem conseguindo na região não garante uma situação confortável para Alex Reis. Ele se queixa que falta mais apoio da classe empresarial, mas reconhece e agradece os poucos que colaboram com sua carreira, como parte da mídia de Passos, o empresário de confecções Raul Silveira e Jair Antonio de Oliveira, fabricante de calçados de Franca (SP), que lhe fornece os sapatos e sapatênis utilizados nos shows.

    “Também sou muito grato aos camelôs, porque eles acabam fazendo uma divulgação espontânea do meu trabalho, ao colocarem meus CDs nas suas bancas”, disse.

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