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Atualidades

O mundo em 2012

  • ASSUNTO DE VESTIBULAR

    Sarkozy, Obama e Putin devem enfrentar eleições presidenciais em 2012.
    Sarkozy, Obama e Putin devem enfrentar eleições presidenciais em 2012.

    Não. Este não é mais um artigo com previsões catastrófi cas. Ao contrário do que dizem algumas interpretações obtusas do calendário asteca, o mundo não vai acabar em 2012, dizem os cientistas. Este ano, entretanto, será decisivo para alguns dos principais líderes mundiais, que irão enfrentar o veredicto das urnas. Para se ter uma ideia da importância dos pleitos do ano, dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – um dos mais prestigiados e poderosos órgãos internacionais – 4 de seus integrantes, Estados Unidos, França, Rússia e China, realizarão eleições cruciais para o futuro político de seus líderes. Só o Reino Unido fi cou de fora. 

    Na China, a alternância de poder será consolidada no 18° Congresso do Partido Comunista Chinês, realizado entre outubro e novembro. Nessa ocasião, o presidente e primeiro-ministro serão substituídos no comando do partido e, mais tarde, também em seus respectivos cargos políticos. Um total de sete dos nove membros do alto escalão devem ser trocados. A mudança na cúpula partidária na China é esperada com expectativa pelo Ocidente.

    A disputa pela Casa Branca já começou e será acirrada. O processo eleitoral nos Estados Unidos começa um ano antes das eleições e é polarizado entre dois partidos, o Democrata e o Republicano. Neste ano, dois fatores tornam o resultado de 6 de novembro imprevisível. De um lado, os índices de aprovação de Barack Obama têm oscilado, gerando incertezas quanto ao voto do eleitorado americano para mais um mandato. A estagnação econômica e a falta de soluções em curto prazo abalaram a reputação do democrata. Já os republicanos (segundo fator) não possuem, ainda, um nome forte para concorrer à Presidência. Os americanos escolherão também senadores e deputados federais.

    A política também deve dominar Paris, onde, em meio à crise na Europa, os franceses elegerão presidente e representantes da Assembleia Nacional. As eleições presidenciais acontecem entre abril e maio, e as Legislativas, em meados de junho. O cenário político começou a mudar em setembro passado. Foi a primeira vez, desde 1958, que a esquerda francesa conseguiu 175 das 348 cadeiras do Senado. O maior inimigo de Sarkozy nas urnas é a crise na zona do Euro, que já derrubou nove governantes.

    Outro líder que pode estar com os dias contados é Vladimir Putin. Desde dezembro, o Kremlin é alvo de protestos devido a denúncias de fraudes nas eleições parlamentares. Há 12 anos no poder, Putin era o favorito para as eleições presidenciais de 4 de março, quando apenas trocaria de cargo com o presidente Dmitri Medvedev. Protestos contra a corrupção no governo podem agora decretar o fim da hegemonia do Rússia Unida, partido de Putin. Essa nem Nostradamus previu.

     

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    Murilo de Pádua Andrade Filho
    Professor de Geografia em Passos, Franca e Ribeirão Preto

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