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Encontro de talentos

Pequena atriz de Passos faz filme em São Paulo

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    Com apenas seis anos de idade, Lana Piotto Böries Parreira vem seguindo os passos da mãe, Yákara, que trabalha como atriz em São Paulo; a menina é neta da contadora de histórias e artista plástica Regina Piotto e já fez vários comerciais para TV e, agora, um fi lme. 

    Lana já tem uma carreira na arte de representar. Ela é cadastrada numa agência de modelos infantis, em São Paulo, e já fez vários comerciais para a televisão e, agora, estreou no cinema. Junto com sua mãe, Yákara Piotto Böries, Lana acabou de gravar um curta-metragem em São Paulo, produzido como TCC por estudantes da Faculdade Metodista de Cinema, da capital paulista. O filme se chama Máscara Branca, com direção de Lucas Bordon, onde as duas interpretam mãe e filha, vítimas de um assassino em série.

    Com tranquilidade e achando tudo muito engraçado, a menina se divertiu enquanto trabalhava, chegando a comer o sangue cenográfi co, feito com uma mistura de groselha, corante cor de vinho e glucose de milho, que, juntos, têm a aparência e a consistência de sangue, resultando num produto de doce sabor.

     

    Lana Piotto Böries Parreira, em cenas do fi lme “Máscara Branca”, junto de sua mãe Yákara.
    Lana Piotto Böries Parreira, em cenas do fi lme “Máscara Branca”, junto de sua mãe Yákara.

     

    Regina Piotto explica que, para prevenir um possível trauma, já que uma criança pode achar que o “sangue” é de verdade, a equipe de produção preparou a pequena atriz antes de começar a gravar. Uma das técnicas é dar o sangue falso para a criança provar. Lana gostou tanto que acabou prejudicando a filmagem da cena em que ela e a mãe têm que parecer mortas. “Eu lambi o sangue”, conta Lana, dizendo que o diretor teve que refazer o trabalho.

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    A menina menciona também outras curiosidades de bastidores, como o sangue que escorria de seu braço para a boneca que ela carregava e o vestido, todo ensanguentado e posto para secar, que acabou caindo no quintal onde estavam alguns cães rottweiller, que também provaram e gostaram do produto cenográfico.

    A pequena atriz já fez vários comerciais para TV, “só que a maioria não passa por aqui. Mas ela já fez comerciais para o Banco Itaú, a Oi”, disse Regina explicando que a tendência da neta é seguir os passos da mãe, que começou no ramo publicitário e, agora, está no cinema.

    O primeiro filme de Yákara foi uma participação em “O palhaço”, do passense Selton Mello, em que ela faz Joyce, a irmã do prefeito. Atualmente, ela está trabalhando em seu terceiro fi lme e faz um curso na “Escola de Cinema de Wolf Maya” (diretor de novelas da Rede Globo) há um ano e meio.

    A facilidade de Lana para representar foi descoberta por Regina através das brincadeiras que faz com ela em casa. Além de rir das criações da avó, Lana entra no clima e também cria seus números. “Então eu percebo que ela é muito desinibida para falar”, disse, revelando que costuma treinar a neta em casa, repetindo cenas de alguns comerciais que passam na televisão. Respondendo à pergunta sobre se tem gostado de trabalhar, Lana responde “gosto. Comprei um carro da Barbie”, emenda, referindo-se ao dinheiro que ganha com as atividades artísticas.

    Regina acredita tanto na carreira da neta que já tem planos para se mudar para São Paulo, onde irá morar na mesma casa de seu casal de fi lhos (Yákara e Ettore), quando se aposentar, o que deverá ocorrer em dois anos. “Eu sei que o destino dela será esse, porque a mãe gosta disso e corre atrás. E ela só não faz mais coisas porque mora aqui”, justifi ca, dizendo que todo feriado prolongado e todas as férias leva a neta para São Paulo, onde sempre tem trabalho agendado para esse período.

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