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Nov/Dez 2019
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A DOR DA SEPARAÇÃO

  • Como superar a perda de uma pessoa querida? Existe uma forma melhor de enfrentar a morte? Como continuar a caminhada da vida sem a pessoa que era o motivo maior do nosso viver?

     

    Isaura von Zuben Lemos -- CRP- SP 06/70178 Psicóloga Especialista em Psicologia Hospitalar, com Formação em Morte, Luto e Perdas.
    Isaura von Zuben Lemos -- CRP- SP 06/70178 Psicóloga Especialista em Psicologia Hospitalar, com Formação em Morte, Luto e Perdas.

     

    Uma perda é como se fosse um corte. Por mais que cicatrize, a marca ficará para sempre naquele lugar. A partir do momento em que ocorre uma perda, algo muda em nossa vida. A ferida cicatriza, mas convive-se com a marca, você olha para ela e a lembrança chega de mãos dadas com a tristeza e a saudade.

     

    Quando falamos em perdas não falamos necessariamente da morte (perda real), falamos também em rompimentos de vínculos (perdas simbólicas), ou seja: separação, divórcio, término de namoro, perda de um animal de estimação, amputação, mudança de cidade e até mesmo a aposentadoria.

     

    A perda de uma pessoa querida é uma experiência das mais dolorosas e de difícil recuperação, sendo necessário um período de readaptação e de reestruturação denominado processo de luto. 

     

    O período necessário para o enlutado passar pela experiência da perda não pode ser artificialmente prolongado ou reduzido, uma vez que o luto demanda tempo e energia para ser elaborado. Nesse sentido, forçar a pessoa que sofre a retomar as suas atividades antes de seu tempo, não ajuda e sim agrava o quadro de elaboração da perda.

    Ao contrário do que se pensa, o fator tempo no início não é o melhor aliado, uma vez que quanto mais os dias vão passando, mais aguda fica a dor da realidade. O tempo cronológico de perda, nem sempre é o mesmo da assimilação. Dói retomar a rotina sem a pessoa querida. Uma história interrompida, nada mais é igual, a falta rasga o peito, a ausência mata aos poucos.

     

    Após uma perda significativa, muitos sentimentos, comportamentos, sensações físicas e alterações cognitivas são encontradas em pessoas enlutadas. Muitas características de transtornos ou até mesmo patologias graves podem ser consideradas normais quando relacionadas a um processo de luto.

     

    De nada adianta negar, fugir ou sufocar a dor. Só existe um caminho para superá-la. Enfrentando! Com muita perseverança e força.

     

    A terapia vem como uma tentativa de dar suporte, apoio e acolhimento às pessoas que sofrem com os rompimentos de vínculos, além de auxiliar na ressignificação da vida e encontrar novos elos para viver e voltar a ser feliz.

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