Última Edição
Nov/Dez 2019
 Nov/Dez 2019

Informe Publicitário

Tumores de glândulas salivares

  • Como reconhecer os sinais e tratar a doença

    Veja a localização das glândulas na ilustração acima.
    Veja a localização das glândulas na ilustração acima.

    Surgimento de nódulos nas bochechas, abaixo da mandíbula e lesões na boca podem ser indicativos do problema.

    As glândulas salivares, como o próprio nome diz, são responsáveis pela produção da saliva presente na boca. A saliva possui várias funções e entre elas destacam-se a manutenção da boca úmida, a lubrifi cação do alimento durante a mastigação, a prevenção de cáries e a digestão de alimentos (amido).

    As glândulas salivares são divididas em maiores e menores. As maiores compreendem as parótidas, as glândulas submandibulares e as sublinguais, sendo as glândulas salivares maiores as mais acometidas por doenças. Por ordem de tamanho temos como a maior glândula a parótida, seguida da submandibular e sublingual. As glândulas salivares menores podem variar de 600 a 1000 unidades, presentes desde a cavidade nasal até a laringe.

    .

    Diversas doenças podem acometer as glândulas salivares. As patologias que mais levam os pacientes a procurarem um médico são os tumores dessas glândulas. A doença é caracterizada pelo aumento desses órgãos. 

    Os tumores das glândulas salivares se dividem em malignos e benignos. A parótida é o local mais comum de tu-mores salivares - porém, 80% dos nódulos ou tumores presen-tes nela são benignos. Na glândula submandibular 50% dos tumores são malignos. Já nas glân-dulas submandibulares e nas glândulas salivares menores a maioria des-ses tumores é maligno. Por estas glândulas es-tarem presentes na re-gião da cabeça e pescoço, seus sinais e sintomas se iniciam, na maior parte dos casos, nestes dois órgãos. Dentre esses si-nais e sintomas podemos destacar o surgimento de nódulos nas bochechas, nódulos abaixo da man-díbula, lesões na boca, doençapodendo estar associados à dor e a paralisia do nervo facial, responsável pela inervação da musculatura da face.

    O diagnóstico desses tumores é feito por punções com agulha fi na ou biópsia aberta, dependendo do local e da glândula acometida. O tratamento destas doenças é realizado através da ressecção dessas glândulas por meio de cirurgia. Quando os tumores são benignos, a cirurgia resolve o problema na maioria dos casos. Quando são malignos podemos, além da cirurgia, fazer uso da radioterapia sobre o local onde estão as glândulas.

    O desafi o maior para o cirurgião oncológico e de cabeça e pescoço é realizar estas cirurgias sem que o paciente fi que com sequelas motoras na face. A explicação está no fato de vários nervos da face passarem dentro ou sobre essas glândulas. Durante o procedimento cirúrgico, dependendo do tamanho do tumor, nem sempre é possível preservar esses nervos, o que acarreta défi cits motores na face desses pacientes.

    É importante destacar que os fatores causadores desses tumores salivares são pouco compreendidos. Diante de sinais e sintomas que sugiram aumento de glândulas salivares o médico especialista deve ser consultado.

    Luiz Gustavo Hermógenes Pereira (CRM- MG 56246) é médico cirurgião oncológico. Formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, é especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande (MS) e cirurgião oncológico pelo Hospital de Câncer de Barretos (SP). Atende no Cion - Centro Médico Integrado em Oncologia e Cirurgia - Rua José Merchioratto, 174 - 4º andar (35) 3521-9172 / 3529-3731 - www.cionpassos.com.br

    © 2019 Foco Magazine. Todos os direitos resevados.