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Escleroterapia

  • A insufi ciência venosa é uma das doenças mais comuns da humanidade. No Brasil, ocorre em aproximadamente 35% das pessoas acima de 15 anos e sua incidência aumenta com a idade.
    A insuficiência venosa é uma das doenças mais comuns da humanidade. No Brasil, ocorre em aproximadamente 35% das pessoas acima de 15 anos e sua incidência aumenta com a idade.

    As queixas clínicas são variadas sendo as principais a dor e “queimação” ou “cansaço”; sensação de pernas pesadas ou ardendo; edema (inchaço) das pernas, câimbras, dentre outros sintomas. Nos períodos próximos ou durante a menstruação e também durante a gravidez seus sintomas tendem a piorar. 

    Esteticamente se apresenta como uma variedade de características que vão desde o aparecimento de telangiectasias (“vasinhos”) até a formação de úlceras na parte distal da perna, que são feridas de difícil tratamento. 

    Está comprovado que mesmo casos mais simples de insuficiência venosa, como a presença de telangiectasias, estão associados em 50% das vezes com a presença de sintomas e aumento da pressão no sistema venoso. Assim, o tratamento estético não é o único objetivo do tratamento.

    Como diagnosticar e tratar a doença em sua fase inicial?

    Primeiramente, é preciso uma criteriosa avaliação do cirurgião vascular para o diagnóstico e definição do estágio inicial da doença. Após esta definição, na presença de microvarizes ou de telangiectasias, a escleroterapia é uma opção bastante eficaz.

    O que é a escleroterapia?

    É uma forma de tratamento conhecida por muitas pessoas como “aplicação”. A técnica é destinada à eliminação de pequenos vasinhos não saudáveis. Durante o procedimento um líquido hiperconcentrado e esclerosante é aplicado através de mini agulhas dentro dos vasos. Este líquido possui a capacidade de modificar as células locais e de promover o desaparecimento das telangiectasias.

    A escleroterapia não é considerada um tratamento cirúrgico, portanto, ela é de rápida recuperação, pouco invasiva e de baixo custo.

    Pode ser realizada em ambiente de ambulatório ou em consultórios médicos. Não são necessários muitos preparativos antes do início de cada sessão. A manutenção de um leve repouso nas primeiras horas pode ser solicitada.

    A dor sentida durante a aplicação é pequena, muitas pessoas nem mesmo sentem algo, e a grande maioria suporta bem o tratamento.

    Como são os resultados?

    A escleroterapia já vem sendo realizada há algum tempo e trazendo resultados positivos. É um procedimento que tem se demonstrado bastante eficiente no combate a microvarizes, com raras complicações.

    PROGRESSÃO DA INSUFICIÃÅ NCIA VENOSA

     

    Alguns vasos tendem a desaparecer facilmente, já outros podem ser mais persistentes. De uma forma geral não restam muitos efeitos após cada sessão. Pequenos hematomas podem persistir por até 15 dias, mas não é nada alarmante. É comum sentir um pouco de coceira no dia seguinte. Depois das aplicações pode haver alergias, ulcerações e hiperpigmentações, porém, são efeitos que raramente acontecem quando realizadas por um profissional habilitado.

    Muitas pessoas vem realizando e saindo satisfeitas dos consultórios. Para quem possui este tipo de problema é, portanto, uma boa alternativa. Trata-se de uma técnica pouco invasiva que exige pouco tempo de preparo e praticamente não requer cuidados pós-operatórios. A recuperação é rápida e geralmente no mesmo dia a pessoa pode voltar aos hábitos de costume.

    Dr. Willian José da Costa Filho.

    Dr. Willian José da Costa Filho (CRM – MG 48456) é medico cirurgião vascular. Formado em medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados, residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Santa Marcelina - SP, residência médica em Cirurgia Vascular pelo Hospital do Servidor Publico Municipal - SP, especialização em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP, especialização em Ultrassonografi a Vascular pela EURP - Ribeirão Preto.

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