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Saúde

Aposte na Constelação Familiar

  • O médico Jorge Luiz de Mello trabalha com a psicoterapia da Constelação Familiar para remover bloqueios psicológicos de pacientes; saiba como funciona essa técnica desenvolvida pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

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    Dr. Jorge Luiz de Mello - CRM 26718  Especialista em Constelação Familiar Sistêmica de â??Bert Hellingerâ? Atendimento: Medcenter, Rua Santa Casa, 223, Sala 05.  Telefone: 3522-6009
    Dr. Jorge Luiz de Mello - CRM 26718
    Especialista em Constelação Familiar Sistêmica de “Bert Hellinger”
    Atendimento: Medcenter, Rua Santa Casa, 223, Sala 05. Telefone: 3522-6009

     

    Um trauma ou um bloqueio psicológico pode não ter sido causado por um acontecimento diretamente relacionado ao paciente, mas a seus antecessores. Segundo o conceito da Constelação Familiar, essas doenças psíquicas provavelmente foram transmitidas, psicologicamente, ao paciente pela mãe, pai ou avô e, de algum modo, afetam as relações familiares atuais, refletindo com maior intensidade em algum membro mais sensível da família. Ansiedade, angústia, depressão são alguns sintomas de quem sofre com esse desarranjo familiar que, muitas vezes, sequer é investigado com profundidade.
    Segundo o Dr. Jorge Luiz de Mello, após décadas de estudos, observações e trabalho como psicanalista, o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger desenvolveu a técnica a que chamou de Constelação Familiar e que é capaz de ajudar a entender e compreender o que levou a desarmonia a determinada família. “É um trabalho metafísico, feito a partir da observação do paciente”, explica o médico. “A gente parte do princípio, segundo os conceitos de Bert Hellinger, de que toda a família é doente e não apenas aquela pessoa”, acrescentou.
    Na Constelação Familiar são criadas “esculturas vivas” que representam a árvore genealógica do paciente e, através dela, o psicoterapeuta ou “constelador” localiza e identifica a origem daquela desarmonia. “Se o constelado (o paciente) toma consciência do ocorrido, você amplia sua visão da história da sua vida”, diz Dr. Jorge Luiz.
     
     
    ESTUDOS
    Dr. Jorge Luiz estuda o conceito de Bert Hellinger há 23 anos, tendo participado de vários cursos com o alemão, que vem ao Brasil duas vezes por ano, preparando-se para ser um bom constelador. “Você só se torna um bom profissional quando é supervisionado, participa de workshops até internacionais”, ressalta.
    “O papel do constelador é trabalhar para identificar a origem do desarranjo familiar, para promover o livre fluxo do amor na família, para que cada um tome seu posicionamento correto, segundo sua função”, disse. Esse emaranhado familiar causa conflitos inconscientes que impedem que o amor flua normalmente, fazendo com que um membro mais sensível, normalmente o filho mais velho, e mais consciente da situação, fique dividido e adoeça.
    “Quando há uma desarmonia familiar é porque todos os seus membros são doentes, porque eles trazem os mesmos conflitos, que passam de geração em geração, mas tem aquele membro emergente, que é o que se torna doente (e precisa ser constelado)”, disse.
    Dr. Jorge Luiz cita doenças físicas como o câncer, hipertensão, obesidade, dependência afetiva a drogas, álcool, e problemas psíquicos como ansiedade, fobias, depressão.
     
     
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    UM CONSTELADO
    Para exemplificar, o médico conta um caso estudado num workshop de Constelação Familiar sobre um participante que quis ser constelado. Ele sofria com conflitos familiares que não tinham razão aparente. Essa pessoa seria o membro emergente da família, isto é, o que mais sofria com aquela desarmonia entre pais, tios, primos.
     
    Durante a constelação familiar dessa pessoa, descobriu-se que o motivo tinha como origem o assassinato de um bisavô paterno. Uma das filhas da vítima na época do crime tinha 13 anos e viria a ser avó do paciente. Durante toda sua vida, ela não conseguiu elaborar aquela tragédia, tornando-se uma pessoa ressentida – estado emocional que prejudicou o relacionamento familiar.
    Na constelação, o constelador e o constelado (paciente) concluíram que esse drama originou os conflitos familiares e que a avó, inconscientemente, foi a responsável por transmitir todo aquele estado emocional a seus descendentes. As noras foram as primeiras a serem afetadas, porque a avó acreditava que o casamento seria uma forma de perder os filhos, como acontecera com seu pai anos antes.
    Com esse entendimento do problema psíquico da avó, o paciente pôde se reposicionar e contribuir para que passasse a estabelecer uma nova vibração nos encontros familiares. “É um benefício não só para o constelado, mas para toda sua família”, diz Dr. Jorge Luiz.
     
    APLICAÇÃO AMPLA
     
    A Constelação Familiar aplica-se não apenas a questões psíquicas que envolvem relações afetivas. Essa psicoterapia pode ser feita também com profissionais, empresários e toda pessoa com algum problema financeiro. 
    Segundo o Dr. Jorge Luiz, muitos pacientes apresentam-se como profissionais competentes na realização do trabalho, mas não conseguem ganhar o dinheiro equivalente. O posicionamento dele na representação da família irá mostrar o motivo desse fracasso, que sempre ocorre, é bom lembrar, por causa da inversão de papéis no meio familiar. 
    A harmonia familiar ocorre quando todos os seus membros exercem, cada um, os seus papéis adequados, com o pai representando a ordem e a mãe, o amor, tendo os antecessores, ou seja, avós, bisavós, como referência. Compreender a função de cada um no seio da família é o que define a harmonia e o bem-estar psíquico de seus membros. “Quando há uma inversão de papéis, as funções familiares ficam bagunçadas”, alerta o médico.

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